Conheça competências que aumentam as chances de conquistar uma vaga na área
Conseguir uma vaga em tecnologia exige, hoje, um conjunto de competências que vai além do conhecimento técnico. Uma pesquisa da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, em parceria com o Instituto PROA, mostra que 58% dos jovens entrevistados consideram a inteligência artificial uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento profissional. Ao mesmo tempo, 54% apontam a dificuldade para conseguir uma entrevista como o principal obstáculo para ingressar no mercado de trabalho.
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Para Iglá Generoso, CEO da DIO, plataforma de educação em tecnologia que conecta a comunidade global de AI Builders a oportunidades do mercado, esse cenário exige que os candidatos vão além do conhecimento técnico tradicional e desenvolvam habilidades alinhadas às novas demandas das empresas. Pensando nisso, o executivo lista cinco competências que podem fazer a diferença na hora de conquistar uma vaga na área. Confira:
A primeira delas é a fluência em inteligência artificial. Segundo o Barômetro de Empregos de IA 2026, da PwC, as vagas que exigem competências em IA quase triplicaram no Brasil entre 2024 e 2025, passando de 63 mil para 182 mil posições, uma alta de 189%. A participação desse tipo de vaga no total de posições abertas também aumentou no período, de 1,1% para 3,6%.
O tema também aparece em uma pesquisa da própria DIO, que analisou movimentações de contratação e demanda por profissionais em 135 empresas de todos os portes no Brasil. O levantamento identificou que a capacidade de trabalhar com IA já influencia a triagem de novos talentos.
“Não estamos falando apenas de quem desenvolve inteligência artificial, mas também de quem sabe usar essas ferramentas no dia a dia do trabalho. Isso já deixou de ser um diferencial e virou uma exigência básica em boa parte das vagas”, afirma Iglá Generoso.
Segundo o executivo, saber utilizar ferramentas de IA generativa em atividades como automação, análise de dados e ganho de produtividade se tornou tão relevante quanto conhecer uma linguagem de programação.
Além do conhecimento técnico, ter um portfólio com projetos reais pode pesar na avaliação dos recrutadores. Para o CEO da DIO, mostrar o que já foi construído é mais relevante do que apenas listar cursos e certificações no currículo. “Um portfólio com projetos práticos, mesmo que pequenos, mostra que a pessoa sabe aplicar o que aprendeu. Isso costuma pesar mais do que um currículo cheio de cursos sem nenhuma entrega concreta”, diz.

A velocidade das transformações no setor torna o aprendizado contínuo outro fator importante para quem busca uma carreira em tecnologia. Em um mercado que amplia a oferta de vagas e, ao mesmo tempo, enfrenta dificuldades para encontrar profissionais preparados, manter-se atualizado pode ser um diferencial na disputa por oportunidades.
“Quem para de estudar assim que consegue o primeiro emprego tende a ficar para trás rapidamente. Tecnologia é uma área em que a atualização constante faz parte da rotina, não uma etapa que se conclui”, afirma o executivo.
Nem só de código vive uma carreira em tecnologia. À medida que os profissionais avançam, habilidades de comunicação e colaboração também ganham espaço, especialmente em equipes multidisciplinares. “Saber explicar uma solução técnica para quem não é da área, dar e receber feedback e trabalhar em equipe são competências que fazem diferença na hora da contratação e se tornam ainda mais importantes conforme o profissional assume novas responsabilidades”, comenta Iglá Generoso.
Por fim, Iglá Generoso destaca a importância de participar de comunidades e eventos do setor. O contato com outros profissionais amplia o networking e pode facilitar o acesso a informações sobre oportunidades e tendências do mercado.
“Muitas vagas circulam antes mesmo de chegar às plataformas de recrutamento. Estar presente em comunidades, eventos e fóruns da área aumenta as chances de ficar por dentro dessas oportunidades”, complementa.
Para o executivo, a combinação de competências técnicas e comportamentais é o que pode diferenciar os candidatos em um mercado que segue aquecido, mas cada vez mais seletivo na busca por profissionais preparados para acompanhar suas transformações.
Por Daniela Loreto
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