A atividade física pode ajudar a aliviar o estresse, controlar a ansiedade e melhorar a qualidade do sono, favorecendo o bem-estar e a qualidade de vida
Se antes a busca por resultados estéticos estava entre os principais motivos para a prática de atividade física, atualmente os benefícios para a saúde mental também têm levado cada vez mais pessoas a se movimentarem. Além de contribuir para o condicionamento físico, os exercícios podem ajudar a aliviar o estresse, controlar a ansiedade e melhorar a qualidade do sono, favorecendo o bem-estar e a qualidade de vida.
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Para aproveitar esses efeitos de maneira segura, porém, é importante que a intensidade, a frequência e o tipo de treino sejam adequados às condições físicas e mentais de cada pessoa, respeitando os limites individuais.
“O corpo não diferencia o estresse de uma reunião de trabalho do estresse de um treino extenuante. Se a pessoa já chega para treinar no limite da fadiga mental, um treino mal planejado pode elevar ainda mais o cortisol e piorar a ansiedade e a insônia. O segredo está em adequar o estímulo físico à realidade mental do aluno”, explica o profissional de educação física Breno Daniel, da Academia Corpo e Saúde.
Para ajudar quem busca transformar a rotina de exercícios em uma ferramenta de equilíbrio e qualidade de vida, a seguir, o especialista lista 5 dicas práticas:
Para pessoas que sofrem de insônia ou ansiedade noturna, treinos de altíssima intensidade realizados muito perto da hora de dormir podem atrapalhar o descanso. “A atividade física eleva a temperatura corporal e a liberação de adrenalina. Para quem é sensível, o ideal é realizar treinos intensos pela manhã ou até o fim da tarde. Se o treino for à noite, priorize cargas moderadas e finalize com alongamentos”, orienta Breno Daniel.
Embora as atividades aeróbicas sejam famosas pela liberação de endorfina, o treino de força (musculação) desempenha um papel crucial na regulação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina. A contração muscular gera estímulos neuroquímicos que ajudam a reduzir a sensação de angústia. “Séries bem orientadas na musculação trazem uma sensação imediata de dever cumprido e relaxamento pós-treino”, pontua.

Em dias de pico de estresse mental ou cansaço extremo no trabalho, “forçar a barra” com cargas pesadas pode ser contraproducente. “Nesses dias, em vez de faltar ou se esgotar, a melhor escolha é a recuperação ativa: uma caminhada leve, sessões de mobilidade ou alongamento. Isso mantém a constância do hábito, melhora a circulação e ajuda a desacelerar a mente sem sobrecarregar o sistema nervoso central”, destaca Breno Daniel.
Treinar olhando mensagens no celular a cada intervalo mantém o cérebro em estado de alerta e ansiedade. Breno Daniel reforça a importância da presença: “Ao focar na execução correta do movimento, na postura e na respiração durante o exercício, o aluno pratica uma forma de meditação ativa. O treino vira um momento de desconexão dos problemas externos”.
Um dos maiores gatilhos para a ansiedade no universo fitness é encarar o exercício como uma punição por exageros na alimentação. “O exercício deve ser praticado como um ato de autocuidado e preservação da saúde. Quando mudamos essa chave mental, o treino deixa de ser uma obrigação pesada e passa a ser o momento do dia em que a pessoa cuida do próprio corpo e da mente”, conclui o especialista da Academia Corpo e Saúde.
Por Carla Baptista
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