Texto de Ricardo Sayeg, jornalista, advogado, professor e membro da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito:
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"Em nome de Jesus, creio firmemente no honrado Poder Judiciário de nossa Nação, em especial na elevada envergadura moral, ética e técnica de nossos magistrados.
Jesus proclamou, no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”(Mateus 5:6).
Não se trata de mero enunciado moral, mas de uma promessa celeste revestida de autoridade eterna, que abençoa o Poder Judiciário e seus magistrados.
As palavras de Cristo jamais falharam, jamais retrocederam e jamais foram anuladas pelos homens ou pelo tempo. Atravessaram séculos, reinos, governos, revoluções e civilizações, sustentando a esperança daqueles que creem que a justiça, embora a seu tempo, nunca se ausenta definitivamente da história humana. Ela sempre comparece.
O Brasil, em sua formação espiritual e cultural, é um país essencialmente cristão. Em nossas raízes repousam elementos que moldaram a consciência coletiva quanto à dignidade da pessoa humana, à sacralidade da verdade, à centralidade do bem comum e à noção de que a justiça é mais do que uma função estatal: é um valor sagrado inscrito na alma nacional.
Por isso, quando a injustiça se abate sobre o país, o clamor que ecoa não é apenas jurídico ou político: é espiritual. O espírito objetivo, como dizia Hegel, manifesta-se como a voz real de um povo que edifica, no mais íntimo de sua alma, a justiça como fundamento anterior e superior ao próprio Estado.
Essa fome e sede de justiça, tão presentes no Brasil contemporâneo, não são sinais de desesperança; ao contrário, constituem a confirmação viva de que o espírito nacional reconhece a diferença entre o justo e o iníquo, entre o reto e o torpe, entre o que ilumina e o que corrompe.
Quanto à justiça, há no coração brasileiro uma expectativa messiânica legítima. Porque Jesus é o Messias. A certeza de que nenhuma estrutura ou ação humana será capaz de frustrar o cumprimento das promessas de Deus.
As crises morais, institucionais ou econômicas que atravessamos, por mais graves que sejam, não possuem força suficiente para apagar a vocação justa deste país.
A injustiça pode ocupar momentaneamente o palco, mas jamais será a protagonista de nossa história. O texto sagrado assegura aos que têm fome e sede de justiça que serão saciados. Não se trata de hipótese, mas de certeza, fundada em uma fé inabalável, superior até mesmo à esperança.
E a certeza divina, quando encontra uma nação de fé viva, converte-se em energia transformadora.
A justiça, portanto, não virá apenas pelo esforço humano, embora este seja imprescindível. Virá também pela restauração espiritual de um povo que rejeita a mentira, a opressão, a violência institucional, a corrupção e toda forma de degradação moral.
O Brasil, que nasceu sob o signo da Cruz, guarda em si uma força de regeneração que nenhuma crise consegue sufocar. O país cristão que somos jamais aceitará ser governado pelas trevas.
No fim, seremos saciados.
Em nossa Pátria, a justiça, divina e humana, prevalecerá sobre aqueles que tentam sufocá-la. E, quando a promessa se cumprir, ficará evidente que nenhuma injustiça é capaz de derrotar uma Nação que, com humildade e firmeza, conserva viva a chama de sua fé e serve ao Senhor."
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