A psicóloga Adriana Cassetari, especialista em saúde emocional da mulher, analisou o comportamento da protagonista da novela turca
Asya, protagonista da novela 'Iludida', leva uma vida perfeita até descobrir a traição do marido, o que provoca uma transformação em sua personalidade e em sua percepção de felicidade no casamento.
A psicóloga Adriana Cassetari analisa que Asya, inicialmente forte e independente, utiliza mecanismos de defesa para lidar com a dor da traição, tentando controlar a situação e ocultar sua fragilidade emocional.
A especialista alerta que essa fachada de força pode mascarar uma dor profunda, afetando a autoestima e a autoconfiança de Asya, enquanto a trama se desenvolve e suas emoções se tornam cada vez mais complexas.
No início da novela Iludida, Asya (Cansu Dere) foi apresentada ao público da RECORD como uma médica bem-sucedida que tinha a vida perfeita ao lado do companheiro Volkan (Caner Cindoruk) e do filho Ali (Alp Akar). Amorosa e dedicada à família, a personagem era a responsável por manter a harmonia de seu lar, mas tudo muda quando ela descobre a traição do marido, inclusive sua personalidade.
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Em entrevista ao site oficial, a Dra. Adriana Cassetari, psicóloga especialista em saúde emocional da mulher e relacionamento tóxico, traçou o perfil psicológico de Asya na trama.
“Nos primeiros capítulos de Iludida, Asya é uma mulher forte, independente, racional e acostumada a manter o controle da própria vida. Quando ela descobre a traição de Volkan, sofre profundamente, mas faz de tudo para não demonstrar sua fragilidade. Porque mostrar essa fragilidade pode também destruir tudo aquilo que ela idealizou sobre uma vida feliz em um casamento”, observa.
Segundo a psicóloga, o comportamento da protagonista é considerado um mecanismo de defesa.
“Ela transforma a dor em controle, observação e investigação. Em vez de permitir que o sofrimento apareça, tenta entender o que aconteceu, juntar as peças e manter a postura diante do marido. É como se, emocionalmente, ela dissesse: ‘Se eu conseguir controlar o que está acontecendo, talvez eu consiga controlar também o que estou sentindo”, pontua Adriana.
Outro ponto levantado pela especialista é que, por trás da postura firme, existe uma mulher que está lidando com uma ruptura muito grande: “Não apenas a traição, mas a descoberta de que a realidade que ela acreditava viver dentro do casamento não era exatamente aquela que imaginava. E isso pode atingir a autoestima, a confiança e até a percepção que a Asya tem de si mesma”.
Por ser vista como uma mulher forte e independente, Asya não aceita ocupar o lugar da esposa traída e fragilizada, como pontua a psicóloga: “A força dela passa a funcionar como uma espécie de proteção. A Asya não deixa de sentir. Ela apenas tenta não deixar que o outro veja o quanto está sentindo”.
Para Adriana, o comportamento de Asya mascara uma dor gigantesca que pode afetar cada vez mais seu modo de agir: “Uma mulher pode parecer extremamente forte por fora e, ao mesmo tempo, estar emocionalmente devastada por dentro. E talvez seja justamente essa tentativa de esconder a dor que comece a transformar a Asya que conhecemos no início da história”.
Acompanhe Iludida de segunda a sexta, às 21h15, na RECORD. Acesse o RecordPlus para rever os capítulos.
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