'A gente também acreditou nessa rivalidade', diz Angélica sobre disputa com Xuxa e Eliana

Publicado em 06/06/2026, às 08h53
'A gente também acreditou nessa rivalidade', diz Angélica sobre disputa com Xuxa e Eliana - João Cotta / Globo
'A gente também acreditou nessa rivalidade', diz Angélica sobre disputa com Xuxa e Eliana - João Cotta / Globo

Por Victoria Borges / Folhapress

Angélica relembrou a rivalidade criada pela mídia entre ela, Xuxa e Eliana durante seus programas infantis, reconhecendo que essa narrativa influenciou até mesmo a percepção delas sobre a competição. Essa situação teve um impacto negativo, pois fomentou uma cultura de rivalidade entre mulheres na televisão.

A apresentadora destacou que essa rivalidade era benéfica apenas para a mídia e para os homens, enquanto prejudicava as mulheres, que eram levadas a competir entre si. O reencontro das três no Criança Esperança em 2025 simbolizou uma mudança nessa dinâmica.

Angélica considerou o reencontro um momento emblemático para encerrar a narrativa de rivalidade, enfatizando a importância de promover uma imagem de união entre as apresentadoras. Ela afirmou que a nova abordagem visa ensinar as meninas a se apoiarem em vez de rivalizarem.

Resumo gerado por IA

Angélica relembrou o período em que ela, Xuxa e Eliana comandavam programas infantis de sucesso e eram constantemente colocadas como rivais pela mídia. A apresentadora disse que a narrativa foi tão repetida que as próprias apresentadoras passaram a enxergar essa rivalidade como algo real.

"Claro que em algum momento a gente também acreditou nessa rivalidade, porque todo mundo contava essa história", afirmou, em entrevista ao podcast "Cá Entre Nós", apresentado por Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer.

"Durante a nossa geração, foi criado esse movimento para ser um Fla-Flu mesmo. Isso era bom para quem? Isso era bom para a mídia, isso era bom para os homens, mas não para a gente, não para as mulheres", disse.

A esposa de Luciano Huck também comentou o reencontro com Xuxa e Eliana no palco do Criança Esperança, em 2025, e disse que o momento foi simbólico. Para ela, a apresentação serviu para encerrar de vez a narrativa.

"A gente estava ali fomentando uma situação péssima para as meninas, de aprenderem com suas ídolas a rivalizar, a serem competidoras uma da outra. Foi emblemático por isso. A gente chegou num momento e falou: 'Olha, isso mudou, não é mais assim, acabou essa história'", declarou.

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