A busca de alternativas energéticas é um dos desafios do mundo contemporâneo, em função dos custos dos modelos tradicionais.
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O Brasil, que tem a opção da energia solar, não consegue viabilizar esse potencial energético e vive uma situação de desigualdade, por exemplo, com a Austrália, como explica o economista alagoano Daniel Lima Costa:
"O contraste é gritante. De um lado, o governo federal australiano acelerando políticas de incentivo ao armazenamento, transformando cada casa equipada com bateria em um nó inteligente da rede elétrica. O programa 'Baterias Domésticas Mais Baratas' já oferece descontos de cerca de 30% no custo inicial e foi expandido para US$ 7,2 bilhões até 2029, com a meta de instalar mais de 2 milhões de baterias residenciais. O impacto já é direto:
Enquanto isso, o Brasil, mesmo com cerca de 4 milhões de telhados solares instalados, ainda não possui uma política robusta de incentivo ao armazenamento. O resultado é que grande parte dos 36 GW de potência instalada de geração solar durante o dia não é aproveitada de forma estratégica.
A guerra no Golfo Pérsico e outros conflitos recentes mostram que o fornecimento de combustíveis fósseis está cada vez mais vulnerável. O gás natural, em especial, tornou-se uma commodity sujeita a choques de oferta e volatilidade de preços. Nesse cenário, apostar em 19 GW de novas térmicas a gás, como fez o Brasil no último leilão de capacidade, é um contrassenso:
O que o Brasil pderia fazer:
Enquanto a Austrália mostra que o futuro da energia está nos telhados e baterias de cada cidadão, o Brasil ainda insiste em dormir sob milhões de painéis solares sem explorar seu verdadeiro potencial. Em um mundo marcado pela insegurança geopolítica, apostar no gás é caminhar na contramão da história.
O Brasil precisa acordar: o sol já está nos telhados, falta apenas armazená-lo para iluminar nossas noites com segurança, competitividade e soberania energética."
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