A omissão da Ordem dos Advogados do Brasil em relação a alguns absurdos praticados por determinados membros do Judiciário, especialmente por ministros do Supremo Tribunal Federal, teria chegado ao fim?
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A conivência da maior e mais tradicional entidade da advocacia brasileira quanto a temas relevantes, inclusive flagrantes e repetidos desrespeitos à Constituição Federal, que ocorrem há anos, pode estar finalmente se exaurindo.
É o que dá a entender a iniciativa de José Alberto Simonetti, presidênte do Conselho Federal da OAB, ao reconhecer que inquéritos perpétuos são ilegais, referindo-se ao denominado “inquérito do fim do mundo”, instaurado pelo STF para apurar fakes news contra ministros da corte e que foi ampliado sem justificativa legal aparente.
Do “inquérito do fim do mundo”, instaurado em 2019 e sem previsão de ser encerrado, constam de possíveis ameaças a informações falsas, “gabinete do ódio” de bolsonaristas, milícias digitais e vazamento de dados, além de outras aleivosias semelhantes.
O responsável por essa estapafúrdia jurídica é, nada mais, nada menos, que o ministro Alexandre de Moraes, ele próprio enrolado até o pescoço em negócios nebulosos do Banco Master, inclusive por um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado pela instituição com sua esposa, no valor irreal de R$ 129 milhões.
Antes tarde do que nunca é o que se pode dizer dessa iniciativa da OAB, se não for, na prática, mero “fogo de palha”.
Convém, por oportuno, lembrar a célebre frase do consagrado jurista Rui Barbosa, que há mais de 100 anos afirmou:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
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