O discurso do prefeito João Henrique Caldas (PL) ontem, na saudação ao presidente Lula (PT), deixou clara a posição por ele escolhida no processo eleitoral deste ano, tornando pública a sua opção pela reeleição do atual chefe do Executivo.
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Nem parecia ser presidente, em Alagoas, do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro - a quem apoiou ostensivamente em 2022, contra o mesmo Lula, e que além de condenado e preso está inelegível, impossibilitado de concorrer a um mandato político.
A postura de JHC, pela sua veemência, dá margem à interpretação de que nas tratativas para sua tia Marluce Caldas ser ministra do Superior Tribunal de Justiça teria havido, sim, acordo para ele concluir o mandato de prefeito e apoiar o senador Renan Calheiros Filho (MDB) ao governo do Estado.
A esta altura, só há uma hipótese para JHC demonstrar, na prática, que o tal acordo nunca existiu: renunciar ao cargo de prefeito, em abril próximo, para enfrentar Renan Filho nas urnas na eleição de outubro.
Afora isso, dificilmente escapará das insinuações de traição e adesismo.
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