Na busca por uma das duas vagas ao Senado a serem disputadas este ano, o senador Renan Calheiros (MDB), que vai em busca da sua quinta reeleição consecutiva, e o deputado federal Arthur Lira (PP) compartilham uma situação curiosa.
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Renan apregoa com trunfo o fato de seu partido ter o comando de cerca de 80 prefeitos dentre os 102 que exercem atualmente mandato em Alagoas e o PP de Lira contabilizar também 80 prefeitos o apoiando.
Considere-se, nessa avaliação, que muitos dos prefeitos do MDB têm assumido publicamente que votam em Renan, mas também em Lira.
Exemplo clássico é Arapiraca, cujo prefeito, Luciano Barbosa, é filiado antigo no MDB (embora por algum tempo tenha se afastado politicamente de Renan), mas fizeram as pazes e desde a eleição em 2020 está vinculado também a Arthur Lira – seu filho Daniel Barbosa inclusive é filiado ao PP.
Significa dizer que os dois postulantes ao Senado estão empatados em número de prefeitos que os apoiam (cerca de 80% dos municípios em favor dos dois), embora a eleições recentes comprovem que ter a maioria das prefeituras apoiando não garanta o mandato a ninguém.
Basta dizer que neste início de ano o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), desponta na liderança das intenções de voto para o Senado, sem ter praticamente nenhum prefeito o apoiando.
Traduzindo: quando o eleitor quer, não tem prefeito ou liderança politica que influa no seu voto.
Ou seja, apesar das pressões a vontade do povo continua soberana.
É o que ainda resta de democracia no Brasil.
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