Alagoas

Abertas as inscrições para a cerimônia de entrega do Prêmio Alagoas de Direitos Humanos 2019

Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos | 02/12/19 - 12h43

As inscrições para participar da 2ª edição do Prêmio Alagoas de Direitos Humanos, da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos – Semudh, em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos - CEDDH, estão abertas, e as vagas gratuitas e limitadas.

Este ano, na categoria nacional, a homenageada é Mônica Benício, arquiteta e militante, que recebe o reconhecimento pela incessante luta por justiça no caso do assassinato brutal de sua companheira, a vereadora pelo Rio de Janeiro, Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Na categoria estadual, o agraciado é Padre Manoel Henrique, ativista social que se destaca pela postura de enfrentamento à violência e em defesa da população mais vulnerável socialmente.

Palestra

Na programação, o ponto alto do encontro será a palestra sobre "Democracia na Atual Conjuntura" ministrada pelo presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, que também é o homenageado do ano na categoria especial da premiação.

Vítimas da Ditadura 

O Prêmio prestará homenagens a três pessoas alagoanas vítimas do período que ficou conhecido como como a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985), sofrendo ataques e perseguições de diversas maneiras, incluindo sequestros e assassinatos.

Maria Yvone Loureiro, ou Marivone como é mais conhecida, tem uma história de luta e enfrentamento como militante dos direitos humanos. Sempre atuou em prol da liberdade, da democracia e da igualdade de gênero. Economista com pós-graduação em desenvolvimento social e urbano e planejamento governamental, foi perseguida pela ditadura militar e dedicou sua vida ao abrigo de foragidos e ativistas políticos. Após cumprir pena de dez anos de prisão, ajudou a fundar a Sociedade Alagoana de Defesa dos Direitos Humanos.

Homenagens póstumas 

O alagoano jornalista Jayme Amorim Miranda, ícone na luta contra a ditadura, foi sequestrado, torturado, morto e seu corpo nunca encontrado. Dona Elza, de 82 anos, companheira de Jayme, também militante, luta por justiça até hoje para o caso do marido e todos os outros torturados e mortos pela Ditadura Militar. Dona Elza, aos 82 anos, continua junto aos familiares de centenas de vítimas, em busca de esclarecimentos e de justiça.

Gastone Beltrão também vítima da ditadura militar, estudante de economia, assassinada pelo regime aos 22 anos, irmã do ex-vereador Thomaz Beltrão.


Menções honrosas

O Prêmio reconhecerá também, com menções honrosas, a coronel da PM e coordenadora do Programa Educacional de Resistência às Drogas – PROERD, Valdenize Ferreira Lima, reconhecida por transformar o seu trabalho com jovens alagoanos em um modelo de dedicação, força e resultados, por meio do seu trato humanizado e acolhedor; a 1º sargento Haydée Lins de Melo, que serviu a Polícia Militar por 25 anos, e voltou à ativa por meio do Programa Ronda no Bairro, onde trabalha. É considerada como agente padrão de excelência de atendimento, desempenho e atuação dentro do Ronda no Bairro, exemplo de policial cidadã, cumprindo a proposta do projeto do Governo de Alagoas de aproximação entre os profissionais da segurança pública e a população.

Outro homenageado do Prêmio, com menção honrosa, é o projeto Bicho de Pé, do Instituto Manda Ver. Criado em 2017, o projeto de combate à infecção no pé, chamado popularmente de bicho de pé, trabalha com crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade. Atualmente a entidade atende cerca de 800 pessoas por ano. Seu idealizador é Carlos Jorge da Silva Santos, que fundou o instituto em 2015, mas já atua em causas sociais desde os 17 anos de idade.

O Prêmio Alagoas de Direitos Humanos visa promover e disseminar uma cultura de paz por meio das ações de diversos atores sociais, sejam eles autarquias, órgãos da administração pública, ONGs ou mesmo pessoas físicas e jurídicas que combatem o desrespeito aos direitos humanos nas mais diferentes esferas e áreas de atuação.

“O evento celebra os direitos humanos, as conquistas históricas de ontem, do hoje e do agora. O intuito é quebrarmos o estereótipo de que quem trabalha com direitos humanos “defende bandido”. Defendemos a paz, defendemos a justiça e lutamos pelo reconhecimento público dos que constroem diariamente um país acolhedor para todos os cidadãos e cidadãs”, ressaltou a secretária da Semudh, Maria Silva.

Como participar

As inscrições são gratuitas e limitadas e devem ser feitas antecipadamente até às 12h do dia 05 de dezembro, por meio do link: https://doity.com.br/premio-alagoas-de-direitos-humanos-2019. Qualquer dúvida ou informação pode ser enviada para o e-mail ascom.semudh@gmail.com.

O Prêmio faz parte da programação da Semana Estadual dos Direitos Humanos, que comemora os 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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