Maceió

Abril Vermelho: trabalhadores rurais fazem caminhada da Ufal ao centro de Maceió

A caminhada passa pelas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima

TNH1 com assessoria | 15/04/19 - 09h22 - Atualizado em 15/04/19 - 09h24
Cortesia ao TNH1

Um grupo de trabalhadores rurais ligados a movimentos sociais agrários realizam nesta segunda-feira (15) um ato em prol da Reforma Agrária. A ação começou com ocupação do campus da Ufal, em Maceió, e segue com uma caminhada em direção ao Centro. A manifestação é parte dos protestos esperados para o Abril Vermelho, quando os movimentos de trabalhadores sem terra relembram o massacre de Eldorado dos Carajás.

Os atos são organizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT),  Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento de Luta pela Terra (MLT), no Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

De acordo com Carlos Lima, da CPT, o momento é bastante simbólico para os trabalhadores Sem Terra. “Mais uma vez abril será marcado pela luta dos camponeses e camponesas em todo o país e, aqui em Alagoas, nossa marcha e nossa mobilização será marcada, mais uma vez, pela unidade daqueles que seguem lutando pela terra e por uma Alagoas mais justa”, destacou.

Segundo ele, uma série de atividades devem ser desenvolvidas ao longo do mês em Maceió, pautadas pelas reivindicações políticas dos Sem Terra, mas também em memória dos que participaram da luta pela terra no país.

“Há 23 anos o Massacre de Eldorado dos Carajás deixava 21 mortos no estado do Pará, nossa luta é também uma resposta coletiva aqueles e aquelas que acreditavam parar nossa luta em cada ameaça e assassinato”, relembrou.

O dia 17 de abril, dia do massacre de Eldorado dos Carajás, marca o dia internacional de luta camponesa. 

De acordo com a coordenação nacional do MST, o ato dos trabalhadores rurais na Ufal é em defesa da educação e contra os ataques que as universidades têm sofrido nesse último período.

Segundo Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, o ato reuniu professores, estudantes e trabalhadores rurais. “Vamos reafirmar mais uma vez a disposição dos Sem Terra em abraçar e defender a universidade pública, na luta para que ela tenha a cara do povo e possa responder as demandas reais da nossa sociedade”, concluiu.

Veja um vídeo do início da caminhada, ainda na Ufal: