Acidentes de trânsito aumentam 14,5% em Alagoas nos primeiros 4 meses de 2026

Publicado em 08/05/2026, às 16h15
Arquivo/TNH1
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Por TNH1 com Assessoria

O número de acidentes de trânsito em Alagoas aumentou 14,5% nos primeiros quatro meses de 2026, totalizando 2.178 ocorrências, o que representa uma preocupação crescente com a segurança nas vias.

Os dados revelam que entre os acidentes registrados, destacam-se 938 colisões e 827 acidentes de moto, refletindo um padrão alarmante que contribui para a sobrecarga do sistema de saúde pública.

Especialistas alertam para a vulnerabilidade de crianças e adolescentes em áreas urbanas, enfatizando a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura e segurança viária para reduzir os riscos de acidentes.

Resumo gerado por IA

Dados do HGE (Hospital Geral do Estado) apontaram que o número de acidentes de trânsito aumentou 14,5% em Alagoas nos primeiros quatro meses de 2026, em comparação ao mesmo período no ano passado. As informações foram divulgadas pela unidade de saúde nesta sexta-feira (08), com base nos atendimentos realizados até então.

A quantidade foi de 1.901 de janeiro a abril de 2025 para 2.178 neste ano. Entre os casos mais recentes, foram 938 colisões, 827 acidentes de moto, 174 atropelamentos, 125 acidentes de bicicleta e 44 capotamentos. 

Os acidentes de trânsito seguem entre as principais causas de internações e mortes no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que milhares de brasileiros morrem todos os anos em ocorrências nas vias urbanas e rodovias, enquanto centenas de milhares necessitam de atendimento hospitalar, sobrecarregando o sistema público de saúde.

Em 2025, a unidade registrou 5.943 casos (2.651 colisões, 2.429 acidentes de moto, 421 atropelamentos, 306 acidentes de bicicleta e 136 capotamentos). Até o momento, a quantidade contabilizada em 2026 representa 36,6% do total do ano passado. 

Já em 2024, foram 5.525 ocorrências, entre colisões (2.524), acidentes de moto (2.113), atropelamentos (458), acidentes de bicicleta (278) e capotamentos (152).

“Entre crianças e adolescentes, atropelamentos estão entre os registros mais preocupantes, especialmente em áreas urbanas marcadas por vulnerabilidade social e infraestrutura precária. A falta de calçadas seguras, ausência de faixas de pedestres, iluminação deficiente, sinalização insuficiente, excesso de velocidade, circulação intensa de veículos e carência de espaços adequados para lazer pioram os riscos, uma vez que muitas famílias se deslocarem a pé diariamente, expondo menores a riscos constantes em vias movimentadas e sem proteção adequada”, alertou o médico pediatra do HGE, Roney Damascena.

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