Adolescente de 14 anos é encontrada morta em mata e amigo confessa crime, diz polícia

Publicado em 18/06/2026, às 13h12
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Por Folhapress

Uma adolescente de 14 anos foi encontrada morta em Foz do Iguaçu, com ferimentos graves, e o principal suspeito é um amigo de 18 anos que foi preso e confessou o crime.

O corpo da vítima apresentava lesões na cabeça, e um objeto contundente foi encontrado no local, indicando que a morte foi causada por agressões violentas.

A polícia investiga se outras pessoas estiveram envolvidas no crime, enquanto o suspeito nega ter cometido abuso sexual e afirma que o ato não foi premeditado.

Resumo gerado por IA

Uma adolescente de 14 anos foi encontrada morta em uma área de mata, em Foz do Iguaçu (PR), na tarde do domingo (14). O principal suspeito do crime é um amigo dela, de 18 anos, que foi preso.

Corpo de Iasmyn Echhardt da Silva foi achado por um morador. A jovem apresentava ferimentos graves na cabeça e no rosto e estava seminua. As informações são da Polícia Civil paranaense.

Adolescente foi assassinada com requintes de crueldade, segundo o delegado. "A vítima apresentava lesões e próximo ao corpo dela foi encontrado um pedaço de concreto com marcas de sangue, o que indica que ela pode ter sido atingida por esse objeto", explicou Marcelo Pereira Dias, responsável pelas investigações. A causa da morte foi lesão crânio-encefálica, de acordo com a polícia. Iasmyn completaria 15 anos no dia 9 de julho.

Principal suspeito do crime é um homem apontado como amigo de Iasmyn, cujo nome não foi divulgado. O rapaz era conhecido da família da adolescente, foi preso e teria confessado o crime, segundo o delegado.

Suspeito disse que estava sendo perseguido, desconfiou que a vítima estaria armando uma emboscada para ele e a matou. "Ficou demonstrado que ele efetivamente agrediu a vítima com um tijolo. Um deles foi encontrado no local com sujidades de sangue. Ele agrediu a vítima por pelo menos quatro vezes na região da nuca e na lateral da cabeça, o que causou o falecimento da vítima no local", explicou Marcelo.

Ele confessou o assassinato, mas nega que tenha abusado sexualmente da vítima e disse que o crime não foi premeditado. "Ele [diz que] deixou a vítima no local dos fatos vestida. Ele diz que não promoveu qualquer tipo de ato contra a dignidade sexual da vítima e que havia a possibilidade de outras pessoas terem frequentado o local depois da saída dele", completou o delegado.

Polícia encontrou pertences da vítima na casa do suspeito. No local estavam o celular e um par de chinelos de Iasmyn. Os investigadores também encontraram roupas sujas de sangue, que o rapaz teria usado no dia do crime.

Caso segue sob investigação. Polícia quer determinar se alguma outra pessoa participou da ação criminosa. Como o suspeito não teve a identidade divulgada, não foi possível localizar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestação.

EM CASO DE VIOLÊNCIA

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita e o serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.

Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008. As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

O QUE DIZ A LEI

O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal. A pena inicial varia de seis a dez anos de prisão, podendo chegar a 12 anos em caso de lesão corporal e a 30 anos em caso de morte.

A legislação também prevê punição para a divulgação de cena de estupro, prevista no artigo 218-C do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão.

COMO DENUNCIAR

Em casos de flagrante, a orientação é ligar para 190, da Polícia Militar.

Também é possível fazer denúncias pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior.

O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Vítimas de estupro podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.

Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial.

Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.

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