Adolescente de 17 anos é morta a tiros após recusar investidas de homem em loja de conveniências

Publicado em 29/04/2026, às 13h40
Ana Kévile, 17, morta a tiros no último sábado (25), no interior do Ceará, após recusar investidas de um homem de 39 anos - Reprodução / kevilebatista_ no Threads
Ana Kévile, 17, morta a tiros no último sábado (25), no interior do Ceará, após recusar investidas de um homem de 39 anos - Reprodução / kevilebatista_ no Threads

Por Folhapress

Uma adolescente de 17 anos foi assassinada a tiros em Deputado Irapuan Pinheiro, Ceará, após rejeitar as investidas de um homem de 39 anos, que foi preso posteriormente em Acopiara.

Ana Kévile Nogueira Batista, conhecida por sua participação em iniciativas de cidadania juvenil, foi abordada em um comércio, onde o suspeito tentou convencê-la a se relacionar, oferecendo dinheiro antes de disparar contra ela.

O homem, que estava foragido, foi encontrado com uma arma e enfrentará acusações de feminicídio e porte ilegal; a comunidade local se mobilizou em protestos pedindo justiça, enquanto a escola da vítima organizou um ato em sua homenagem.

Resumo gerado por IA

Uma adolescente de 17 anos foi morta a tiros após recusar investidas de um homem, na noite do último sábado (25), em Deputado Irapuan Pinheiro, no interior do Ceará. O suspeito, de 39 anos, foi preso na manhã de terça-feira (28), em Acopiara, município vizinho.

Ana Kévile Nogueira Batista estava em um comércio quando o homem a abordou e começou a importuná-la. Segundo a polícia, o suspeito chegou a oferecer dinheiro para que a jovem aceitasse a se relacionar com ele.

Após a recusa, ele disparou diversas vezes e fugiu. Ana morreu aindas no local.

O homem estava foragido e foi localizado em uma residência. No momento da abordagem, ele estava com uma arma de fogo e também responderá por porte ilegal, além de feminicídio.
O suspeito preso não teve o nome divulgado e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa.

O crime causou comoção na cidade. Moradores realizaram manifestações pedindo justiça, e um perfil foi criado nas redes sociais para reunir homenagens à adolescente.

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) afirmou, em nota, que Ana Kévile participava havia seis anos do Núcleo de Cidadania de Adolescentes no município, iniciativa ligada ao Selo Unicef voltada à formação e participação de jovens. Segundo a entidade, a adolescente conhecia seus direitos e atuava em espaços de mobilização social.

"Isso não foi suficiente para protegê-la, porque prevenção da violência de gênero não depende apenas da menina que sabe dizer não, mas de uma sociedade que ensina meninos e homens a respeitar esse não", lamentou.

Ana Kévile estudava na EEMTI Joaquim Josué da Costa. Em nota, a escola afirmou que ela era uma jovem "cheia de sonhos, alegria, força e luz própria" e que deixou marcas entre colegas e professores.

A escola realizou um ato em homenagem à jovem nesta quarta-feira (29) e reiterou o pedido por justiça.

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