Advogada encontrada morta em praia teve AVC por afogamento, diz polícia do Rio

Publicado em 23/04/2026, às 15h22
A advogada Tamyris Teixeira Santos - Reprodução
A advogada Tamyris Teixeira Santos - Reprodução

Por g1

A advogada Tamirys Teixeira Santos, de 36 anos, morreu devido a um acidente vascular cerebral e afogamento, conforme laudo do IML, e a polícia concluiu que não houve crime relacionado ao seu falecimento.

Tamirys desapareceu após entrar no mar na Praia do Leblon, onde estava com amigos e havia consumido bebidas alcoólicas; seus pertences foram deixados na areia e recolhidos por funcionários de um quiosque.

Imagens de câmeras de segurança não captaram claramente a movimentação na praia, e as condições do mar eram favoráveis no dia do incidente, enquanto a mãe da advogada questiona a possibilidade de afogamento em uma praia lotada.

Resumo gerado por IA

A advogada Tamirys Teixeira Santos, de 36 anos, encontrada morta na Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio, teve como causa da morte um acidente vascular cerebral (AVC) associado à asfixia mecânica por afogamento, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com a polícia, com base na análise pericial e nas diligências realizadas pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros, foi concluído que não houve crime.

Tamirys havia desaparecido no último sábado (18), após entrar no mar na Praia do Leblon, e o corpo foi localizado dois dias depois na Praia de Botafogo.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o corpo foi localizado por volta das 14h15 de terça-feira (21) e encaminhado ao IML. A identidade foi confirmada por familiares na quarta-feira (22).

Tamyris havia sido vista pela última vez no fim da tarde de sábado, antes de entrar no mar. Pertences pessoais ficaram na areia e foram recolhidos por funcionários de um quiosque, que entraram em contato com a família no dia seguinte.

Consumo de bebidas

Segundo pessoas que trabalham na orla e presenciaram a movimentação no sábado, a advogada estava na areia, em frente a um quiosque na altura do posto 11, acompanhada de um grupo de amigos.

De acordo com esses relatos, houve consumo de bebida alcoólica ao longo da tarde. O grupo incluía o ex-namorado de Tamyris e pelo menos outras duas pessoas.

Há relatos sobre um possível desentendimento entre a advogada e o ex-namorado antes de ela entrar no mar.

Pertences deixados na areia

Funcionários de um quiosque relataram que a advogada deixou todos os pertences na areia antes de entrar no mar. Entre os itens estavam bolsa, celular e roupas. Os objetos permaneceram no local após a saída do grupo.

No fim do dia, ao perceberem que ninguém havia retornado para buscá-los, trabalhadores recolheram os pertences. Os itens foram guardados e entregues à família na terça-feira.

Amigos deixaram o local sem ela
Ainda segundo relatos de pessoas que estavam na praia, o grupo de amigos deixou o local antes do retorno da advogada do mar.

Testemunhas afirmaram que o ex-namorado saiu do local aparentando estar embriagado. Não há confirmação oficial sobre o momento exato em que a ausência da advogada foi percebida.

Câmeras não pegam movimentação

Imagens de câmeras de segurança do quiosque mais próximo de onde ela estava foram entregues à polícia.

Segundo funcionários, o equipamento é voltado para o interior do estabelecimento e não registra com clareza a faixa de areia onde a advogada estava.

De acordo com esses relatos, as imagens mostram apenas parcialmente a presença dela no local e não captam o momento em que ela deixa a área.

Mar calmo e conhecimento de natação
O Corpo de Bombeiros informou que, no dia do desaparecimento, as condições do mar eram consideradas favoráveis e não houve acionamento para salvamento na região.

A mãe da advogada afirmou que a filha sabia nadar. “Ela disse que ia até ali e não voltou. Até agora ninguém esclareceu isso. A praia estava lotada. Não tem como uma pessoa se afogar com uma praia lotada!”, declarou.

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