Alagoas

Agentes da Abin farão segurança da passagem da tocha por Alagoas

27/04/16 - 11h46 - Atualizado em 27/04/16 - 12h02
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A passagem da Tocha Olímpica Rio 2016 por Alagoas, nos dias 29 e 30 de maio, vai contar com a vigilância de homens da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para garantir a segurança dos participantes do evento e da população local.

“Invisíveis” aos olhos do público em geral, os agentes vão trabalhar em conjunto com as forças de segurança e defesa do Estado, como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Exército, para manter a tranquilidade do revezamento da tocha.

A informação foi confirmada nesta quarta (27) pelo superintendente estadual da Abin em Alagoas, Ari Maia. Ele participa hoje e amanhã da visita técnica às cidades alagoanas que vão sediar o evento: São Sebastião, Arapiraca, São Miguel dos Campos e Maceió, no dia 29, e Murici e União dos Palmares, no dia 30. 

Para ele, a ameaça terrorista feita ao Brasil em novembro passado, por um perfil de uma rede social confirmado como autêntico pela agência, está sendo levada em conta.

Porém a Abin não vê a ameaça como uma preocupação, mas, sim, um motivo para deixar as forças de segurança em estado de vigilância e alerta. “O terrorismo é uma ameaça latente para a humanidade e, ao Brasil, em razão de o país estar realizando um evento internacional. Mas, todos estão sendo muito bem monitorados”, declarou Maia.

A fiscalização da Abin contará com agentes antes, durante e depois da passagem da tocha. Antes do evento, já estão sendo adequadas as necessidades de segurança dos municípios, de acordo com avaliações da PM, Exército e Bombeiros e também Governo do Estado.

“A gente procura elementos que possam antecipar o planejamento dos órgãos de segurança, como posição dos equipamentos, onde vão ficar as pessoas, os palcos, as estruturas. Avaliamos as condições das rodovias”, explicou o superintendente, que considerou as condições adequadas.

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Coordena a visita dessa quarta e quinta a Secretaria de Estado de Esporte. De acordo com a secretária, Cláudia Petuba, todo o trajeto da tocha é percorrido por um grupo multidisciplinar.

A ideia é traçar estratégias para “potencializar a passagem da tocha no estado”, divulgando a cultura e a beleza natural das cidades. “Em São Sebastião, por exemplo, o ponto forte é a renda de bilro. Há também um grupo de ciclistas que percorre o estado. Tudo isso será enaltecido”, afirma.