AL ficou de fora: Numero de seções alteradas sobe para 394 na e impacta 123 mil eleitores

Publicado em 24/10/2026, às 22h04
Em Alagoas não houve mudança de seções eleitorais - Foto: Pexels
Em Alagoas não houve mudança de seções eleitorais - Foto: Pexels

Por Folhapress

O número de seções de votação alteradas pela Justiça Eleitoral aumentou de 362 para 394, impactando cerca de 122,9 mil eleitores, com a maioria das mudanças ocorrendo no Pará, Minas Gerais e Ceará, às vésperas do segundo turno das eleições.

As alterações, que representam 0,08% do total de seções no país, foram motivadas por problemas de infraestrutura, segurança pública e condições climáticas, com o Nordeste sendo a região mais afetada.

O TSE classificou as mudanças como excepcionais e menores em comparação com as eleições de 2022, enquanto divergências nos números de seções alteradas foram esclarecidas pelo secretário-geral da Presidência do TSE, devido a confusões no sistema de dados.

Resumo gerado por IA
O número de seções de votação alteradas pela Justiça Eleitoral em relação ao primeiro turno subiu de 362 para 394, conforme atualização do painel de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 15h30 deste sábado (24).
Considerando os locais onde os eleitores votam --que inclui, por exemplo, escolas e universidades-- houve alteração em 106. A segunda etapa do pleito será realizada no domingo (25).
Segundo a corte, as mudanças afetaram 0,08% do total de seções do país e cerca de 122,9 mil eleitores. A maior parte (26) foi no Pará, seguido por Minas Gerais (49) --o segundo maior colégio eleitoral do país-- e pelo Ceará (30). Em São Paulo, foram 27 seções alteradas.
O Nordeste continua sendo a região com mais seções modificadas: 127. É seguido por Norte (103) e Sudeste (97). Sul, com 41, e Centro-Oeste, com 26, foram menos impactados.
A seção eleitoral é a unidade em que o eleitor vota, geralmente uma sala dentro do local de votação, com uma urna eletrônica e uma mesa de mesários. Já o local de votação é um estabelecimento que pode abrigar várias seções eleitorais, como uma escola, universidade ou prédio público.
As alterações, segundo o TSE, acontecem por motivos extraordinários e só são feitas quando os tribunais regionais identificam riscos aos eleitores. Entre as possíveis causas apontadas estão problemas de infraestrutura nos prédios, questões de segurança pública e situações climáticas, como queimadas e fortes chuvas. Em alguns casos, a transferência ocorre de forma preventiva.
Na segunda-feira (19), os presidentes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) assinaram nota conjunta para dizer que as mudanças eram "excepcionais" e representam número menor do que em 2022.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na sessão de terça (20), que a alteração, até o momento, era 94% menor do que nas eleições gerais passadas.
As mudanças nos locais de votação na última semana antes do pleito geraram confusão pela divergência nos números disponibilizados no site do TSE. No último sábado (17), o portal chegou a apontar alteração em 4.289 seções. No domingo (18), caiu para 1.397
O secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, disse, em entrevista à GloboNews, que a divergência ocorreu porque o sistema do tribunal considerou as alterações de locais do primeiro turno.
NÚMERO DE SEÇÕES ALTERADAS POR ESTADO
Pará: 58
Minas Gerais: 49
Ceará: 30
Piauí: 29
Paraná: 27
São Paulo: 27
Amazonas: 26
Rio Grande do Norte: 24
Mato Grosso: 21
Maranhão: 18
Espírito Santo: 16
Rondônia: 14
Rio Grande do Sul: 12
Pernambuco: 10
Paraíba: 8
Bahia: 6
Amapá: 5
Rio de Janeiro: 5
Goiás: 4
Santa Catarina: 2
Sergipe: 2
Mato Grosso do Sul: 1

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