O Boletim InfoGripe da Fiocruz indica que Alagoas, Mato Grosso e Roraima estão em alerta devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças e adolescentes. O crescimento dos casos pode impactar a saúde pública, exigindo atenção das autoridades sanitárias.
A análise revela que o aumento de SRAG é impulsionado principalmente pelo rinovírus, com uma leve queda nos casos de SRAG por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) entre crianças menores de 2 anos. Dados laboratoriais mostram que a incidência de SRAG é mais alta nas crianças até 2 anos, enquanto a mortalidade afeta mais os idosos.
As autoridades de saúde estão monitorando a situação e destacam que quatro capitais estão em alerta, com crescimento na tendência de SRAG. O cenário epidemiológico requer vigilância contínua, especialmente com a sazonalidade da influenza e a presença de outros vírus respiratórios.
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que Alagoas e outros dois estados apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
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Divulgado nessa quinta-feira (27), a nova edição do informativo apresentou que, em Alagoas, o aumento tem ocorrido principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Os estados de Mato Grosso e Roraima também precisam de atenção e o crescimento do número de casos de SRAG nessas duas unidades federativas tem se concentrado especialmente nas crianças de 2 a 4 anos.
Já outros oito estados estão com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São eles: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.
No cenário nacional há um leve sinal de aumento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, associado principalmente ao rinovírus. A análise é referente à Semana Epidemiológica 33, período de 16 a 22 de agosto.
De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, os dados laboratoriais por faixa etária indicam que o aumento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes tem sido impulsionado principalmente pelo rinovírus.
Já a diminuição dos casos de SRAG nas crianças menores de 2 anos se deve à queda do número de hospitalizações por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), enquanto a queda de SRAG nas demais faixas etárias é atribuída especialmente a diminuição das hospitalizações pelo vírus da influenza.
Estados e capitais
Como anteriormente citado, Alagoas registra aumento principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto Mato Grosso e Roraima nas crianças de 2 a 4 anos. Não há dados laboratoriais suficientes para determinar o vírus responsável por esse crescimento, mas devido ao cenário epidemiológico nacional e a faixa etária afetada, é possível que esse aumento esteja sendo impulsionado principalmente pelo rinovírus, em menor escala, pelo metapneumovírus.
O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou no país. Os casos graves por influenza B têm apresentado leve aumento na Bahia e no Mato Grosso. As ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam caindo, mas ainda estão em níveis altos de incidência em Roraima. Apesar da queda, os casos de SRAG por VSR estão um pouco elevados para esta época do ano em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. Em relação à Covid-19, todas as UF estão em um patamar baixo de incidência.
Quatro das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 33: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e Joao Pessoa (PB).
Dados epidemiológicos
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,4% de influenza A, 8,2% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 38,3% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19) 19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 16,5% de influenza A, 18% de influenza B, 24% de vírus sincicial respiratório, 32% de rinovírus e 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 141.009 casos de SRAG, sendo 76.126 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 49.389 (35%) negativos, e ao menos 7.392 (5,2%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,9% de influenza A, 5,4% de influenza B, 42% de vírus sincicial respiratório, 30,4% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 4,4% de influenza A, 8,2% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 38,3% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 141.009 casos de SRAG, sendo 76.126 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 49.389 (35%) negativos e ao menos 7.392 (5,2%) aguardando resultado laboratorial.
Incidência e mortalidade
A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade há o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
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