Alagoas reduz analfabetismo em quase 30% e bate recorde histórico com foco na infância e expansão da EJA

Com menor taxa da série histórica (13,1%), Estado supera médias nacionais na alfabetização de base e resgata mais de 36 mil alunos através de programas de correção de fluxo e apoio social

Publicado em 19/06/2026, às 19h56
Ascom Seduc
Ascom Seduc

Por Ascom Seduc

Os novos dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo IBGE, trazem um marco histórico para Alagoas, o estado alcançou a menor taxa de analfabetismo de toda a sua série histórica, registrando 13,1% entre a população de 15 anos ou mais. 
O número consolida uma redução de quase 30% no índice de analfabetismo comparado aos 18,3% registrados no início da série em 2016, conforme apontam os dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual, do 2º trimestre, do IBGE.
Embora o índice atual ainda reflita uma pesada e crônica herança social concentrada nas gerações mais velhas, os indicadores comprovam que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está atacando o problema em duas frentes, "virando a chave" geracional ao blindar as crianças na idade certa e promovendo um resgate massivo da população adulta que foi historicamente excluída da sala de aula.
Os dados da PNAD Contínua revelam que o avanço mais expressivo de Alagoas ocorre na base da pirâmide educacional, superando inclusive as médias nacionais em indicadores cruciais. A taxa de escolarização em Alagoas atingiu 95,8%, superando a média nacional de 94,9%.
O acesso à escola foi praticamente universalizado, atingindo a marca de 99,4%. Na faixa de 6 a 14 anos, 96,8% dos alunos alagoanos frequentam o Ensino Fundamental na etapa correta para a idade, número superior à média do Brasil (96,1%).O percentual de crianças matriculadas na etapa correta é de 94,7%, também acima do indicador do país (93,4%).
Além disso, o tempo médio de estudo da população alagoana deu um salto significativo, subindo de 7,6 anos em 2016 para 9,1 anos, o que representa um ganho real de um ano e meio de escolaridade por cidadão. 
Para garantir essa base, o programa Creche Cria já entregou 86 unidades em todo o estado totalmente mobiliadas e padronizadas apenas na gestão do governador Paulo Dantas, atendendo crianças de 6 meses a 5 anos com estrutura de ponta nas regiões mais vulneráveis.
Programas resgatam mais de 36 mil alagoanos 
Para além do investimento na infância, a Seduc tem fortalecido de forma contínua as ações voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA) para combater o analfabetismo remanescente. 
De acordo com Dirlene Monte, Gerente Especial de Fortalecimento da EJA na Seduc, os dados divulgados pelo IBGE evidenciam um desafio histórico, mas também chancelam a eficácia das políticas de inclusão que vêm sendo implementadas pelo Governo do Estado.
Dirlene destaca o avanço recente na série do IBGE, lembrando que a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais no estado recuou de 17,7% para os atuais 13,1%. 
Segundo a gerente, esse resultado demonstra que os investimentos realizados na alfabetização e na ampliação das oportunidades educacionais já produzem impactos positivos, ainda que permaneçam desafios decorrentes de uma histórica exclusão educacional.
Atualmente, a Seduc mantém duas frentes principais de alfabetização e aceleração de escolaridade para o público adulto. O programa Brasil Alfabetizado que conta com mais de 1.145 turmas em funcionamento, alcançando cerca de 16 mil pessoas em processo de alfabetização em todas as regiões do estado.
Além do programa Vem que Dá Tempo focado no retorno de jovens e adultos que haviam abandonado os estudos, o programa conta hoje com 174 polos distribuídos por Alagoas para a elevação da escolaridade.
Essa busca ativa resultou na expansão recorde de matrículas na rede estadual. Em 2025, a EJA alcançou a marca de mais de 20 mil estudantes matriculados em 165 escolas estaduais.
"A superação do analfabetismo exige investimentos permanentes e estratégias específicas para atender aqueles que não tiveram acesso à escolarização na idade adequada", afirma Dirlene Monte. 
"Mais do que ampliar o acesso, promovemos avanços na qualidade por meio de um currículo específico, construído a partir das características, trajetórias e necessidades dos estudantes. Essa proposta valoriza os saberes adquiridos ao longo da vida e aproxima os conteúdos das experiências profissionais deles, tornando o processo educativo significativo e garantindo o sucesso escolar", pontua a gerente da Seduc.

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