Saúde

Alagoas tem semana com maior número de mortos na pandemia, aponta Observatório da Ufal

Eberth Lins | 12/04/21 - 10h43 - Atualizado em 12/04/21 - 10h57
Foto: Agência Brasil

Mais uma triste marca foi alcançada por Alagoas nesta pandemia do novo coronavírus. Em uma semana, o estado registrou 160 mortes causadas pela doença. O número é referente à 14ª Semana Epidemiológica (SE) de 2021 e é o maior desde o início da pandemia, segundo o Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para Enfrentamento à Covid-19, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Antes, o recorde era 158 óbitos, registrado na 23ª SE de 2020, isto é, no auge da pandemia em território alagoano.

"O estado atingiu a máxima de mortes registradas em uma única semana desde o início da pandemia. O número de óbitos continua apresentando tendência de alta", frisou o coordenador do Observatório, Gabriel Bádue.

A informação é parte do relatório semanal do Observatório da Ufal, enviado ao TNH1, na manhã desta segunda-feira (12).

De acordo com o documento, entretanto, o número de novos casos diminuiu e os dados da 14ª SE sugerem “uma tendência de desaceleração na transmissão do novo Coronavírus em Alagoas”. A desaceleração, no entanto, não indica controle da transmissão, segundo os critérios do Comitê Científico do Consórcio Nordeste (C4NE), que exige, entre outros requisitos, uma redução do número de óbitos em um período mínimo de quatorze dias.

“Neste cenário, é essencial que continuemos com as atuais medidas de controle até que tenhamos a confirmação da estabilização da transmissão”, alertou Bádue.

Segundo o pesquisador, a situação ainda é muito semelhante às semanas anteriores. “Os dados apresentam pouca alteração ao observado nas semanas anteriores. Desta vez, Alagoas apresentou uma desaceleração na transmissão, o que resultou na queda do número de casos registrados na 14ª semana, cerca de 10%, em relação à semana anterior, e na redução do número reprodutivo efetivo que foi estimado abaixo de 1”, disse.

Ocupação de leitos estagnada 

Outro dado que reforça o descontrole da transmissão do vírus em Alagoas é a taxa de ocupação de leitos de UTI, que esteve em 87%, em média, nesta semana.

“Ocupação estagnada próxima de 90%, isto é, muito alta e há três semanas", frisou o coordenador.

“O atual nível de ocupação expressa a gravidade da situação, além de continuar bem acima do limite de 70% recomendado na literatura científica para a flexibilização das medidas de controle”, reforça o relatório.