Saúde

Alagoas teve aumento de 9% de mortes por Covid-19 em uma semana, diz Observatório da Ufal 

Coordenador do Observatório, Gabriel Bádue, lembra que início da vacinação não representa fim da pandemia

Eberth Lins | 27/01/21 - 11h33 - Atualizado em 27/01/21 - 11h51
Foto: Folhapress

Nesta terceira Semana Epidemiológica (SE) de 2021, Alagoas apresentou uma redução de 6% no número de novos casos da Covid-19, em comparação com a semana anterior. Já em relação aos óbitos, foi registrado um incremento de 9%, segundo o mais recente relatório do Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para o Enfrentamento da Covid, divulgado nessa terça-feira (26).

A pequena redução de casos registrados, no entanto, deve ser interpretada com cautela, segundo o coordenador do Observatório, Gabriel Bádue, que chama atenção para o alto número de casos em investigação laboral. O relatório da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulgado na tarde de ontem, trouxe 8.045 casos suspeitos.

"Apesar da aparente estabilidade na incidência de casos desde as últimas semanas de 2021, o alto número de casos suspeitos e a tendência de alta de óbitos são evidências do descontrole da pandemia no estado, principalmente em Maceió, que tem concentrado a maioria dos casos e óbitos neste período", alerta Bádue.

Vacina não é 'passe de mágica'

O pesquisador ainda ressaltou que 'o início da vacinação não vai acabar com a pandemia como num passe de mágica'.  "Dadas as indefinições por parte do governo federal quanto a aquisição de vacinas e a um Plano Nacional de Imunização, incluindo cronograma e faixas de vacinação, nosso programa de imunização caminha a passos lentos", frisou Bádue.

Cuidados como higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social ainda são os principais mecanismos na luta contra o novo Coronavírus, pontuou o especialista. 

"Precisamos redobrar os cuidados a fim de evitar um descontrole ainda maior na transmissão do novo Coronavírus, o que poderá gerar uma sobrecarga do sistema de saúde e aumento do número de vítimas fatais", disse. 

O Observatório é formado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).