"Álbum de Família" clássico de Nelson Rodrigues ganha montagem em Maceió

Publicado em 10/08/2026, às 09h48
Espetáculo dirigido por Aldine de Souza estreia no CEPEC propondo um diálogo entre o clássico da dramaturgia brasileira e casos reais de feminicídio, abuso e violência doméstica - Foto: Divulgação
Espetáculo dirigido por Aldine de Souza estreia no CEPEC propondo um diálogo entre o clássico da dramaturgia brasileira e casos reais de feminicídio, abuso e violência doméstica - Foto: Divulgação

Por Assessoria

A peça 'Álbum de Família – Um Choro Mortal', de Nelson Rodrigues, será apresentada nos dias 14, 15 e 16 de agosto no Centro de Pesquisas Cênicas (Cepec) em Maceió, trazendo uma leitura contemporânea que aborda temas como violência doméstica e feminicídio, refletindo sobre a relação entre arte e vida.

A montagem, dirigida por Aldine de Souza, utiliza uma estética dos anos 2000 e incorpora elementos de samba e choro, criando uma atmosfera que mescla beleza e horror, enquanto os personagens carregam cicatrizes emocionais que representam uma família marcada por segredos e culpas.

Além de ser uma estreia significativa, o espetáculo também marca o encerramento do ciclo de formação do Curso Livre de Teatro do CEPEC, onde os alunos, após anos de aprendizado, enfrentam o desafio de interpretar um dos textos mais complexos da dramaturgia brasileira, simbolizando a transformação proporcionada pelo teatro.

Resumo gerado por IA
Escrita em 1945 e censurada durante décadas por sua violência moral, Álbum de Família, uma das obras mais perturbadoras do dramaturgo Nelson Rodrigues, ganha nos próximos dias 14, 15 e 16 de agosto, uma leitura contemporânea no palco do Centro de Pesquisas Cênicas (Cepec), localizado na Pajuçara.
Intitulada “Álbum de Família – Um Choro Mortal”, a montagem com direção, adaptação, figurino e direção de arte de Aldine de Souza coloca a obra rodrigueana em diálogo direto com as manchetes que ocupam diariamente os noticiários brasileiros. Notícias reais sobre violência doméstica, feminicídio, abuso e intolerância atravessam a encenação, provocando no público uma reflexão incômoda e atual: A arte imita a vida ou a vida insiste em imitar a arte?
Estética Anos 2000, Samba, Choro e Marcas de Família
A encenação constrói uma atmosfera visual inspirada nos anos 2000, com figurinos garimpados em guarda-roupas da época e uma direção de arte marcada por memórias fragmentadas e retratos antigos. Embalado ao som marcante de samba e choro, o espetáculo costura beleza e horror de forma visceral e profundamente brasileira.
A caracterização e maquiagem, assinadas por Alexandre Nascimento, dão vida às cicatrizes e culpas acumuladas pelos personagens. "Cada rosto carrega marcas que revelam uma família corroída por segredos inconfessáveis e culpas que atravessam gerações", destaca a diretora do espetáculo, Aldine de Souza.
"Seria reconfortante acreditar que toda a brutalidade presente em Álbum de Família pertence apenas às páginas de um clássico do teatro brasileiro. Mas basta ligar a televisão, abrir um portal de notícias ou percorrer as redes sociais para perceber que os fantasmas citados por Nelson Rodrigues continuam vivos", completa Aldine de Souza.
Mais do que uma estreia impactante, o espetáculo representa o encerramento do ciclo de formação do Curso Livre de Teatro do CEPEC. Todo o elenco iniciou seus estudos na instituição no nível iniciante e, após anos de dedicação, retorna à sala onde tudo começou para enfrentar um dos textos mais complexos e desafiadores da dramaturgia nacional.
"Sempre acreditei que o teatro transforma quem o faz antes mesmo de transformar quem o assiste. Ver essa turma concluir sua caminhada exatamente comigo, no mesmo espaço onde demos os primeiros passos, tem um significado que vai muito além da cena. Escolher Nelson Rodrigues para esse momento exige entrega absoluta, e eles aceitaram esse desafio com uma generosidade emocionante. Entregamos agora novos artistas", finaliza Aldine de Souza, diretora do espetáculo.
SERVIÇO
* Espetáculo:Álbum de Família – Um Choro Mortal;
* Realização: CEPEC – Centro de Pesquisas Cênicas;
* Datas e Horários:
* 14 de agosto (Sexta-feira): às 20h e 15 e 16 de agosto (Sábado e Domingo): às 17h e 19h30;
* Local: Espaço CEPEC — Rua Basileu Mendes, nº 165, Pajuçara, Maceió/AL;
* Classificação Indicativa: 18 anos;
* Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (Meia-entrada)
* Vendas: Plataforma Sympla, Instagram @cepecal ou pelo WhatsApp (82) 98813-9262.
FICHA TÉCNICA
* Direção Geral, Produção, Direção de Arte, Adaptação e Figurino: Aldine de Souza
* Cenografia e Iluminação: Claudemir Santos
* Produção Executiva: Mica Amorim
* Maquiagem: Alexandre Nascimento
* Assessoria de Comunicação: Ana Cecilia Silva
* Videomaker: Grazi Agrelli
* Fotografia (Divulgação): Thiago Lima
* Fotografia (Espetáculo): João Erisson

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