Durante a reunião da CPMI do INSS nesta segunda-feira (9) o relator Alfredo Gaspar (União Brasil/AL) acusou o empresário Daniel Vorcaro de manter "relações suspeitas" com autoridades da República e cobrou explicações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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O parlamentar alagoano classificou Vorcaro como “mafioso”, ao dizer: “Qual é a palavra única para definir esse cidadão chamado Vorcaro? Só tem uma: mafioso, gângster, bandido”.
Alfredo Gaspar disse ainda que o empresário teria transferido cerca de R$ 80 milhões para a família de Moraes por meio de contratos privados firmados com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, a partir de informações sobre um contratp de R$ 129 milhões entre o escritório dela e o Banco Master.
Segundo o deputado, o problema não seria um eventual encontro casual entre autoridades e o empresário, mas sim a existência de negócios financeiros entre as partes:
Gaspar disse ainda que a CPMI não poderia ignorar as informações e defendeu que o Congresso investigue a relação entre Vorcaro e ministros do STF: “O Senado da República deveria instalar uma CPI para apurar as relações de Alexandre de Moraes e Toffoli com um mafioso”.
O deputado da bancada de Alagoas entende que Vorcaro deveria depor na CPMI do INSS para explicar possíveis vínculos com o esquema investigado pela comissão, que apura suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas.
Segundo o relator, a comissão pretende esclarecer se recursos desviados do sistema previdenciário poderiam ter sido usados em operações financeiras envolvendo o ex-dono domBanco Master.
“Eu queria perguntar a ele quanto roubou de aposentado e pensionista”, disse Alfredo Gaspar.
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