Contextualizando

Análise: "O companheiro Alexandre de Moraes"

Em 9 de Abril de 2026 às 18:00

O que aconteceria num país em que a democracia realmente funciona se um ministro da suprema corte tivesse, comprovadamente, envolvimento direto com um cidadão acusado de falcatruas de diversas espécies?

E se o tal ministro tivesse o hábito de usar aviões de um réu, participasse de eventos privados com o mesmo cidadão e, ainda por cima, a esposa desse ministro prestasse serviços de advocacia ao tal elemento?

E se o referido ministro adquirisse, siultaneamente ao período de envolvimento com o réu, patrimônio incompatível com seus rendimentos?

Evidentemente que no hipotético país o tal ministro seria processado, condenado à prisão e à perda dos bens adquiridos de forma ilegal.

Como o Brasil, alcunhado de "Paraíso da Impunidade", vive uma democracia de fachada, temos pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal enrolado até a medula em situações absurdamente suspeitas - para dizer o mínimo - que recebe do Presidente da República um gesto de solidariedade.

É do que trata o jornalista Rodolfo Borges no portal "O Antagonista", com o texto abaixo:

"Lula manifestou preocupação com a imagem do 'companheiro Alexandre de Moraes'  e revelou, durante entrevista concedida na quarta-feira, 8, um conselho que deu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

'Obviamente que o companheiro Alexandre de Moraes sabe que prejudica a imagem', disse o presidente ao ser questionado sobre o contrato de 129 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcaro com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF.

O escritório de Viviane recebeu 10 vezes mais que os dos outros contratados pelo Banco Master. Para Lula, não há problema, desde que Moraes não participe de julgamentos do caso Master.

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