Ancelotti diz que não reza durante os jogos: "Deus tem outros problemas para pensar"

Técnico da Seleção também explicou por que evita comemorações exageradas: "Posso romper o joelho"

Publicado em 03/07/2026, às 13h16
Rafa Ribeiro/CBF
Rafa Ribeiro/CBF

Por Terra

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, explicou suas comemorações discretas durante os jogos, atribuindo isso à sua experiência e ao receio de se machucar aos 67 anos, especialmente após a vitória sobre o Japão que garantiu a classificação do Brasil.

Ele enfatizou que prefere manter a cautela até o apito final do árbitro, lembrando de experiências passadas em que jogos que pareciam ganhos terminaram mal, e que a sensação após partidas eliminatórias é mais de alívio do que de felicidade.

Ancelotti também comentou sobre o próximo desafio contra a Noruega, destacando a dificuldade do confronto e a importância de fatores mentais em jogos de mata-mata, enquanto se prepara para encerrar um jejum de 24 anos sem vitórias sobre seleções europeias em Copas do Mundo.

Resumo gerado por IA

Conhecido pelo estilo sereno à beira do campo, o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, revelou os motivos por trás de suas comemorações discretas durante as partidas. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o treinador italiano afirmou que evita grandes demonstrações de emoção nos gols do Brasil por uma combinação de experiência e precaução física.

Aos 67 anos, Ancelotti brincou que já não tem idade para correr pelo gramado em celebrações. Segundo ele, o receio é acabar se machucando. "Eu não posso correr porque rompo o joelho. Tenho 67 anos", disse o treinador ao comentar a reação contida após o gol da vitória sobre o Japão, que garantiu a classificação brasileira.

O comandante da Seleção explicou ainda que, mesmo quando o time marca nos minutos finais, prefere manter a cautela. Para ele, uma partida só termina quando o árbitro apita o fim do jogo.

"Quando Martinelli marcou o gol, faltavam alguns minutos para o fim. Então eu não posso comemorar. Porque já me passou muitas vezes isso, de um jogo que eu pensava que já tinha acabado terminar mal", afirmou.

Ancelotti acrescentou que, em confrontos eliminatórios, a sensação predominante após o apito final costuma ser de alívio. "Quando termina um jogo, como o do Japão, o [sentimento] é mais de alívio do que de felicidade", disse.

Católico assumido, o treinador também foi questionado sobre a possibilidade de rezar nos momentos de maior tensão durante os jogos. A resposta veio em tom bem-humorado. "Eu sou católico, mas acho que Deus tem outros problemas em que pensar", respondeu.

Questionado sobre os chicletes que costuma mascar durante as partidas, outra de suas marcas registradas, Ancelotti revelou uma curiosidade: contra o Japão, ele sequer levou para o banco de reservas.

"Não sei quantos chicletes costumo mascar. Contra o Japão não foram muitos, porque os esqueci no vestiário", brincou.

Na entrevista, Ancelotti também falou sobre o próximo desafio da Seleção Brasileira. O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo, 5, pelas oitavas de final, tentando encerrar um jejum de 24 anos sem vencer seleções europeias em confrontos de mata-mata em Mundiais.

Para o treinador, o duelo será extremamente complicado, como todos os jogos desta fase da competição. "Em um mata-mata entram em jogo muitos fatores, não apenas os aspectos técnicos e estratégicos, mas também os mentais", avaliou.

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