Felipe Prior, ex-participante do BBB, tornou-se réu em um processo por publicidade enganosa relacionada a apostas esportivas, após a Justiça do Distrito Federal aceitar uma denúncia do Ministério Público. A acusação alega que ele usou sua influência nas redes sociais para promover conteúdos fraudulentos, prometendo retornos financeiros irreais aos seguidores.
O Ministério Público aponta que Prior distorceu a natureza arriscada das apostas, criando uma falsa sensação de segurança e controle entre os consumidores, especialmente os mais vulneráveis. A investigação revela que ele poderia lucrar com as perdas dos usuários que seguiam suas recomendações.
O MP busca uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e a apreensão de bens relacionados ao caso. Esta não é a primeira vez que Prior enfrenta problemas legais sobre o mesmo tema, tendo sido condenado anteriormente a uma multa de R$ 5 milhões em outra ação semelhante.
Felipe Prior, de 34 anos, voltou ao centro de uma controvérsia judicial. O ex-participante do BBB passou a responder como réu em um processo que investiga a divulgação de publicidade enganosa envolvendo apostas esportivas, após a Justiça do Distrito Federal aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público no início de abril.
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Segundo a acusação, o influenciador utilizou sua visibilidade nas redes para promover conteúdos considerados enganosos, atuando "em conluio e com dolo, valendo-se de sua notória imagem pública e vasta influência digital para orquestrar e veicular publicidade de apostas esportivas manifestamente enganosa e predatória". Entre as promessas feitas ao público estaria um suposto retorno de R$ 5 mil em apenas 24 horas a partir de um investimento inicial baixo, além de uma alegada segurança financeira que não correspondia à realidade.
A divulgação ocorria em um grupo no Telegram com grande número de participantes, onde termos técnicos eram usados de forma distorcida para transmitir credibilidade. Para o MP, a estratégia "desvirtua a natureza aleatória e inerentemente arriscada das apostas esportivas", criando uma falsa sensação de controle. A investigação ainda aponta que Prior também oferecia uma suposta proteção ao usuário, o que, segundo os promotores, "revela dolo específico na exploração da fragilidade informacional e cognitiva de consumidores hipervulneráveis".
Outro ponto levantado é que o influenciador poderia lucrar diretamente com as perdas dos usuários que aderiam às plataformas por ele indicadas. O Ministério Público solicita indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, além da possível apreensão de bens relacionados ao caso.
Não é a primeira vez que Felipe Prior enfrenta a Justiça pelo mesmo tema. Em março, ele já havia sido condenado em outra ação semelhante, com multa de R$ 5 milhões destinada a programas de apoio a pessoas com dependência em jogos, decisão que ainda pode ser contestada.
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