Polícia

Após entrevista de delegada, pai de Maria Clara desconfia da mãe da menina

Bruno Soriano | 06/08/21 - 17h07 - Atualizado em 06/08/21 - 18h34
Pai de Maria Clara diz não acreditar que menina esteja com pessoa interessada em criá-la | Reprodução

Um depoimento marcado para a próxima segunda-feira (09) pode ajudar a Polícia Civil a elucidar o desaparecimento da menina Maria Clara, vista pela última vez no dia 19 de julho, na região do Vergel do Lago, em Maceió. É que o pai da criança de 5 anos, o ajudante de pedreiro Pedro Henrique Guedes, vai prestar esclarecimentos sobre o caso à delegada Adriana Gusmão, titular da Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital.

Sobre os vídeos divulgados pela Polícia Civil, Pedro afirmou ao TNH1, nesta sexta-feira (06), que não é possível reconhecer a menina que aparece nas imagens como sendo Maria Clara. “O padrasto disse que a reconheceu, mas a imagem está muito embaçada. Eu até acreditava, de início, que a Jéssica realmente não sabia de nada. Não quero acusar ninguém, mas, diante do que a delegada falou, aumentei a minha desconfiança em torno dela”, reforça Pedro, que não vê a filha há mais de 1 ano.

Pedro também confirmou a informação dando conta de que a menina foi procurada por uma pessoa que tinha interesse em criá-la, quando Maria Clara tinha apenas um ano e meio de vida. Porém, o pai afirma não acreditar que a criança esteja com outra família.

“Até estranhei o fato de, até ontem [quinta-feira], ainda não ter sido chamado a depor. Inclusive, só soube pela televisão que a delegada não acredita no que a Jéssica [mãe da menina] vem afirmando. Além disso, não acho que a Maria está com essa pessoa interessada em criar minha filha. Ela até chegou a procurar minha mãe para que eu assinasse uma autorização, mas nunca a conheci”, afirma Pedro, que diz ter conversado com vizinhos da ex-companheira para tentar descobrir o paradeiro da menina, pelo fato de a criança ter dificuldade de comunicação com Jéssica.

“Eu namorei a Jéssica por somente oito meses. A relação não deu certo, mas ela engravidou e eu registrei a criança em meu nome, dando toda a assistência possível, mesmo à distância. Tempos depois, consegui um emprego em Garanhuns [PE]. Foi quando perdi o contato com a Jéssica e, por tabela, com minha filha. Quando conheceu o atual companheiro, ela chegou a ficar seis meses sem manter contato com a própria família”, conta o ajudante de pedreiro, que tem mais dois filhos frutos de outra relação.

“São dezoito dias, sem informação, completados hoje. Também estive no protesto que realizamos para pedir a ajuda de todos nas buscas. Mantenho a esperança até o fim, e espero poder ajudar a polícia a localizar minha filha”.

O caso

Maria Clara Gomes da Silva desapareceu no início da noite de 19 de julho, quando foi vista pela última vez na orla lagunar do Vergel do Lago, parte baixa de Maceió, após sair de casa para brincar com uma amiga. Familiares da menina chegaram a fazer um protesto para cobrar o empenho da polícia nas buscas pela criança, que reside na localidade conhecida como "Favela Quadra 12".