Ruan Wilson de Lima Silva, um adolescente de 15 anos, morreu após ser atropelado enquanto atravessava uma faixa de pedestres em Maceió, gerando comoção e pedidos de justiça por parte de seu pai, Pedro Wilson.
O acidente ocorreu quando Ruan, que estava de bicicleta, foi atingido por um carro; o motorista se apresentou à polícia três horas depois do incidente, levantando suspeitas sobre a atuação das autoridades no local.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento, considerando a possibilidade de excesso de velocidade, enquanto a família busca respostas e justiça após o sepultamento do jovem, que ocorreu em Palmeira dos Índios.
Resumo gerado por IA
O pai do adolescente Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, que morreu após ser atropelado nesta semana na Avenida Durval de Góes Monteiro, na parte alta de Maceió, cobra justiça pela morte do filho e questiona as circunstâncias do acidente.
Pedro Wilson, lutador de MMA e atleta de jiu-jitsu, conversou com a TV Pajuçara nesta sexta-feira (28) e relatou os momentos de desespero que viveu ao descobrir a gravidade do estado de saúde do adolescente.
Morando na Europa, Pedro está em Alagoas para passar as férias e foi um dos primieros a encontrar o filho após o acidente, na terça-feira (25). Ruan estava de bicicleta e atravessava uma faixa de pedestres quando foi atingido por um carro. O adolescente foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
“Meu filho era um menino muito tranquilo, doce. Um rapaz de 15 anos muito inteligente, que buscava valores humanos. Aprendi muito com ele através de mangás, podcasts. Cada conversa que tinha com ele era um vocabulário diferente”, contou o pai.
Pedro Wilson disse que inicialmente recebeu da mãe do adolescente a informação de que havia ocorrido um acidente, mas não imaginava a gravidade da situação. A dimensão do que havia acontecido, de acordo com ele, ficou clara quando chegou ao local e viu o atendimento de emergência.
“A mãe me liga falando sobre o acidente, mas não tinha noção da gravidade. Entrei em choque quando vi a viatura do Samu, vi o Samu UTI, vi que era sério. Vi meu filho ensanguentado, respirando através de aparelhos”, relatou.
O pai também afirmou ter recebido informações de que, após a colisão, pessoas teriam chegado ao local em um carro descaracterizado e conversado com o motorista. “Segundo informações, ele [o motorista que atropelou] ligou para alguém que veio, conversou [ com policiais], ele retornou para o carro”, disse o pai sobre uma suposta intervenção na cena do acidente.
Pai de adolescente morto na Durval de Góes Monteiro cobra respostas sobre atropelamento. Foto: Reprodução
Outro ponto que causa questionamentos à família é a atuação inicial no local do acidente. Segundo Pedro, a Polícia Militar esteve na região, mas não teria registrado a ocorrência naquele momento. O motorista se apresentou à Central de Flagrantes cerca de três horas após o acidente.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento e apura se houve crime de trânsito. O motorista foi identificado pelos investigadores, mas ainda não foi ouvido no inquérito.
De acordo com o delegado Carlos Reis, a principal linha de apuração considera a possibilidade de que o veículo estivesse em velocidade acima da permitida. “O ciclista estava atravessando uma faixa de pedestre, caminhando ao lado da bicicleta, quando foi atingido”, reforça.
Carlos Reis informou ainda que a investigação já levantou informações sobre a atividade profissional do motorista e outros dados que podem ajudar a esclarecer o caso. “Já temos todo o levantamento da atividade profissional, o que faz, onde faz”, disse.
O corpo de Ruan foi sepultado nessa quinta-feira (27), em Palmeira dos Índios, no interior de Alagoas. O velório foi marcado pela comoção de familiares e amigos, que prestaram homenagens ao adolescente e reforçaram o pedido por justiça.
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