Arca de Noé: tecnologia pode revelar mistério em montanha na Turquia

Publicado em 30/09/2026, às 22h04
Foto: Reprodução / Noah's Ark Scans
Foto: Reprodução / Noah's Ark Scans

Por Estado de Minas

Uma pesquisa arqueológica na Turquia investiga uma formação rochosa de 157 metros que pode ser a Arca de Noé, localizada perto do Monte Ararat, com o projeto autorizado pelo governo local.

Identificada em 1959, a formação Durupınar está sendo estudada por uma equipe liderada pelo prof. dr. Cenker Atila, que utiliza tecnologias avançadas para mapear o subsolo sem escavações imediatas.

Levantamentos geofísicos revelaram estruturas com ângulos retos a nove metros de profundidade, e escavações só ocorrerão após a conclusão dos testes de perfuração e do mapeamento geofísico da área.

Resumo gerado por IA

Uma pesquisa arqueológica na Turquia investiga uma formação rochosa de 157 metros que, após 4.300 anos, pode revelar o paradeiro da Arca de Noé. O projeto “Noah's Ark Scans”, autorizado pelo governo local, foca seus estudos em uma estrutura com formato de barco perto do Monte Ararat.

Localizada no distrito de Do?ubayaz?t, a formação Durup?nar foi identificada pela primeira vez em 1959, por meio de fotografias aéreas do capitão ?lhan Durup?nar. O estudo atual é dirigido pelo arqueólogo prof. dr. Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet.

A equipe científica utiliza tecnologias como georradar (GPR), tomografia de resistividade elétrica (ERT) e LiDAR para mapear o subsolo. O método evita a necessidade de escavações imediatas e é complementado por análises químicas do solo.

Levantamentos geofísicos já revelaram estruturas abaixo da superfície com ângulos retos e compartimentos semelhantes a salas. Essas formações estão localizadas a nove metros de profundidade.

Amostras de solo coletadas em 2024 e analisadas em laboratório indicaram uma concentração de matéria orgânica quase três vezes maior no interior da estrutura em comparação com a área externa.

Quais os próximos passos?

O estudo também analisa blocos de pedra perfurados encontrados no povoado de Arzap. Pesquisadores apontam a possibilidade de serem âncoras de arrasto, conhecidas como "drogue stones", utilizadas por embarcações antigas.

Segundo a equipe do projeto, eventuais escavações arqueológicas no local só serão realizadas após a conclusão dos testes de perfuração e do mapeamento geofísico completo da área.

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