Juntar os cacos da repercussão negativa do acordo político com o presidente Lula (PT) e os senadores Renan Calheiros, pai e filho, é apenas uma das dores de cabeça atuais do prefeito João Henrique Caldas (PL).
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Mas há um algo mais a preocupar JHC no momento, enquanto ele não se pronuncia formalmente sobre o tal “Acordo de Brasília”.
A saber: são 18 os fundos de previdência de Estados e municípios brasileiros que aplicaram recursos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master através dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
Dos municípios, Maceió figura no primeiro lugar, com investimentos de R$ 97 milhões em letras do Banco Master, por intermédio do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev).
São Roque, em São Paulo, é o segundo, com R$ 93,15 milhões, seguido de Cajamar, também em São Paulo, com R$ 87 milhões.
Em termos de Estados, Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar nessas aplicações, com R$ 970 milhões, vindo a seguir Amapá, com R$ 400 milhões, e Amazonas, com R$ 50 milhões.
O Banco Master está em processo de liquidação pelo Banco Central, o que afeta diretamente os fundos municipais de previdência e, principalmente, aposentados e pensionistas desses Estados e municípios.
Um fato novo: a promotora de Justiça Gilcele Dâmaso de Almeida Lima, que apurava o investimento do Iprev no Banco Master, se afastou do caso alegando questões pessoais- ela é irmã de José Gilvan Ribeiro de Almeida Filho, o Júnior Dâmaso, que tem cargo em comissão no Gabinete Civil da Prefeitura de Maceió.
O futuro do prefeito JHC está intimamente ligado aos efeitos políticos do acordo com Lula e os Calheiros e, também, aos desdobramentos do chamado Caso Master.
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