Ataque hacker desliga geladeiras em supermercados e provoca perda de alimentos

Publicado em 12/10/2026, às 23h48
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Quem

Um ciberataque em larga escala na França comprometeu os sistemas de refrigeração de centenas de supermercados, resultando no descarte de alimentos e levantando preocupações sobre a segurança do abastecimento alimentar no país.

As redes varejistas afetadas incluem E. Leclerc, Intermarché e Coopérative U, com mais de 400 lojas impactadas, devido a uma vulnerabilidade em equipamentos de controle de refrigeração da fabricante Danfoss.

O Ministério Público de Paris iniciou uma investigação para identificar os responsáveis, enquanto a agência de segurança cibernética francesa trabalha para mitigar riscos e avaliar a situação em outros países europeus que possam ter sistemas vulneráveis semelhantes.

Resumo gerado por IA

Centenas de supermercados na França foram atingidos por um ciberataque que comprometeu seus sistemas de refrigeração, provocando o aumento da temperatura dos equipamentos e obrigando estabelecimentos a descartar alimentos. O incidente, confirmado nesta segunda-feira (12), afetou algumas das maiores redes varejistas do país e levantou preocupações sobre a segurança do abastecimento alimentar.


Entre as empresas afetadas estão E. Leclerc, Intermarché e Coopérative U. Segundo informações da agência AFP, pelo menos 300 unidades das redes Intermarché e Netto foram atingidas, além de mais de 100 lojas da Coopérative U e diversos estabelecimentos da E. Leclerc.

De acordo com a emissora francesa BFM TV, os hackers conseguiram acionar remotamente o descongelamento forçado dos sistemas de refrigeração de várias lojas. A alteração das temperaturas comprometeu estoques de produtos frescos e congelados, que precisaram ser descartados.

O ataque teria explorado uma vulnerabilidade em sistemas de controle de refrigeração da fabricante dinamarquesa Danfoss. A empresa confirmou que a maioria dos equipamentos afetados pertence a linhas antigas, que já não recebem atualizações de software ou segurança.


Dominique Schelcher, presidente-executivo da Coopérative U, classificou o episódio como "sem precedentes". Em publicação na rede social X, afirmou que atacar equipamentos essenciais à conservação de alimentos e ao abastecimento da população francesa é extremamente grave e inaceitável.


O Ministério Público de Paris abriu uma investigação para identificar os responsáveis e determinar a relação entre o ataque, as perdas de alimentos e os incêndios também relatados em estabelecimentos afetados.


A agência francesa de segurança cibernética já identificou uma vulnerabilidade no software fornecido por uma empresa dinamarquesa e entrou em contato com a fabricante. As autoridades também trabalham com outros países europeus diante da possibilidade de que sistemas semelhantes tenham sido comprometidos fora da França.


Para Antoine Hautin, especialista da consultoria de cibersegurança Almond, o episódio evidencia os riscos da crescente conexão de equipamentos industriais à internet. Sistemas de refrigeração, antes isolados, agora podem ser controlados por sensores e ferramentas de monitoramento remoto, ampliando as possibilidades de ataques digitais.


O comissário europeu para Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, também condenou o episódio e alertou que a segurança alimentar exige maior atenção em todos os níveis.

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