Atendente do IML é preso por transferir dinheiro com celular de morto em SP

Publicado em 09/06/2026, às 13h51
IML de Santos - Raimundo Rosa / Prefeitura de Santos
IML de Santos - Raimundo Rosa / Prefeitura de Santos

Por Folhapress

Um atendente de necrotério foi preso em Santos por suspeita de transferir dinheiro da conta de uma pessoa falecida, utilizando o celular da vítima dentro do IML, o que levanta preocupações sobre a segurança e ética no manejo de dados de falecidos.

A transferência não teve o valor divulgado, mas foi detectada pelos familiares da vítima, que registraram um boletim de ocorrência, levando a uma investigação por crimes como peculato e fraude eletrônica.

A Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva e a Polícia Civil afirmou que tomará medidas administrativas contra o funcionário, que já havia passado por concursos públicos anteriormente, incluindo para investigador de polícia.

Resumo gerado por IA

Um atendente de necrotério foi preso na manhã desta terça-feira (9) suspeito de realizar uma transferência bancária usando o celular de uma pessoa morta em Santos, no litoral de São Paulo.

O suspeito teria transferido o dinheiro e danificado o aparelho em seguida. Não foi divulgado, no entanto, o valor da transferência realizada nas dependências do IML (Instituto Médico Legal) da cidade.

Após o ocorrido, um boletim de ocorrência foi registrado por familiares da vítima, que notaram a falta da quantia na conta. O caso foi relatado no 3º Distrito Policial e encaminhado à Corregedoria, que apura a suposta prática dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.

Um mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça em seguida. O Tribunal de Justiça ainda não informou se a audiência de custódia contra o homem já foi realizada.

Polícia Civil condenou a ação do funcionário. "A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e também adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis", escreveu em nota.

Daniel realizou o concurso para o cargo de atendente de necrotério em 2013. No ano passado, ele também se candidatou para a carreira de investigador de polícia e chegou a ser selecionado para a prova oral.

O UOL tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação.

Gostou? Compartilhe