Um atendente de necrotério foi preso em Santos por suspeita de transferir dinheiro da conta de uma pessoa falecida, utilizando o celular da vítima dentro do IML, o que levanta preocupações sobre a segurança e ética no manejo de dados de falecidos.
A transferência não teve o valor divulgado, mas foi detectada pelos familiares da vítima, que registraram um boletim de ocorrência, levando a uma investigação por crimes como peculato e fraude eletrônica.
A Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva e a Polícia Civil afirmou que tomará medidas administrativas contra o funcionário, que já havia passado por concursos públicos anteriormente, incluindo para investigador de polícia.
Um atendente de necrotério foi preso na manhã desta terça-feira (9) suspeito de realizar uma transferência bancária usando o celular de uma pessoa morta em Santos, no litoral de São Paulo.
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O suspeito teria transferido o dinheiro e danificado o aparelho em seguida. Não foi divulgado, no entanto, o valor da transferência realizada nas dependências do IML (Instituto Médico Legal) da cidade.
Após o ocorrido, um boletim de ocorrência foi registrado por familiares da vítima, que notaram a falta da quantia na conta. O caso foi relatado no 3º Distrito Policial e encaminhado à Corregedoria, que apura a suposta prática dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
Um mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça em seguida. O Tribunal de Justiça ainda não informou se a audiência de custódia contra o homem já foi realizada.
Polícia Civil condenou a ação do funcionário. "A instituição reforça que não compactua com desvios de conduta e também adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis", escreveu em nota.
Daniel realizou o concurso para o cargo de atendente de necrotério em 2013. No ano passado, ele também se candidatou para a carreira de investigador de polícia e chegou a ser selecionado para a prova oral.
O UOL tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação.
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