A atriz Hannah Murray revelou ter sofrido um surto psicótico após se envolver com uma seita de bem-estar, resultando em internação psiquiátrica e impactos duradouros em sua saúde mental. O relato faz parte de seu livro de memórias, onde ela reflete sobre a experiência e suas consequências.
Murray, conhecida por seus papéis em 'Skins' e 'Game of Thrones', ingressou na seita aos 27 anos, atraída por uma 'curandeira energética'. Ela descreve a dinâmica emocional e sexual do grupo, destacando a influência de um líder carismático que a envolveu em um ambiente de tensão.
Após gastar milhares de dólares em busca de 'sabedoria', sua participação na seita terminou com um episódio psicótico e o diagnóstico de transtorno bipolar. Atualmente, a atriz ainda enfrenta desafios relacionados à sua experiência, evitando práticas que antes eram parte de sua rotina.
A atriz Hannah Murray, 36, revelou ter vivido um surto psicótico após integrar uma seita voltada ao culto do bem-estar. Ela afirmou que a experiência a levou à internação em um hospital psiquiátrico e deixou marcas profundas em sua saúde mental. O relato foi feito em entrevista ao jornal britânico The Guardian para divulgar seu livro de memórias, "The Make Believe: A Memoir of Magic and Madness" ("O Faz de Conta: Memórias de Magia e Loucura", em tradução livre).
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Conhecida por trabalhos nas séries "Skins" e "Game of Thrones", Murray contou que entrou para o grupo aos 27 anos, depois de conhecer uma "curandeira energética" durante as filmagens de "Detroit em Rebelião". Sem revelar o nome da organização ou de seus líderes, ela disse que jamais imaginou viver uma situação semelhante.
"É fácil pensar: 'Bom, isso nunca aconteceria comigo', mas fazemos um desserviço a nós mesmos quando começamos a dizer isso, porque você simplesmente não sabe. Eu não fazia ideia de que passaria por qualquer uma das coisas descritas no livro", afirmou. "Eu era bem instruída, vinha de uma família de classe média; tudo deveria estar bem."
A intérprete de Gilly de "Game Of Thrones" também refletiu sobre as escolhas feitas naquele período. "Eu pensava: 'Sou inteligente. Faço boas escolhas.' Bem, eu fiz escolhas terríveis. Mas é importante entender por que as pessoas fazem essas coisas, em vez de simplesmente dizer: 'Ah, elas devem ser idiotas.'"
Segundo Murray, o ambiente da seita tinha uma dinâmica de forte apelo emocional e sexual. "Minha experiência pessoal parecia altamente erotizada, sem que nada explicitamente físico acontecesse. Havia simplesmente uma tensão na energia da sala", contou. "Acho que isso costuma acontecer nessas organizações espirituais hierárquicas."
Ela descreveu ainda o impacto causado pela presença do líder do grupo. "Achei interessante que fosse um espaço predominantemente feminino (...) e então esse homem entra e é incrivelmente confiante e magnético. A primeira coisa que ele diz é uma piada sobre sexo." Murray afirmou que o homem usava um "colar simbólico" e carregava "um copo gigante da Starbucks" para todos os lugares.
A atriz disse ter gasto milhares de dólares em busca de "sabedoria e exclusividade" oferecidas pelo grupo. O envolvimento terminou após um episódio psicótico severo, seguido de internação psiquiátrica e do diagnóstico de transtorno bipolar.
Hoje, Murray afirma que ainda lida com consequências da experiência. "Até as coisas mais leves podem parecer bastante angustiantes. Não medito mais. Não entraria em uma loja de cristais. Não faço yoga, porque não sei exatamente o que pode surgir e acabar parecendo espiritual demais para o meu limite pessoal", comentou a atriz.
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