Rory Potter, um bebê de cinco meses, foi o primeiro do mundo a receber molas superelásticas de nitinol para tratar craniossinostose sagital em uma cirurgia realizada no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres, em setembro de 2025, com resultados positivos quase um ano depois.
As molas de nitinol, desenvolvidas após 12 anos de pesquisa, oferecem maior flexibilidade e personalização em comparação com as tradicionais de aço inoxidável, permitindo um controle mais preciso sobre a força aplicada ao crânio durante a cirurgia.
Após a remoção das molas, Rory se recuperou bem e está alcançando marcos de desenvolvimento esperados, enquanto os pesquisadores buscam expandir o uso dessa tecnologia inovadora para outras crianças com condições semelhantes, dependendo de aprovações regulatórias.
Rory Potter tinha cinco meses quando passou por uma cirurgia inédita. Em setembro de 2025, o bebê foi o primeiro do mundo a receber molas superelásticas de nitinol feitas sob medida para tratar uma forma grave de craniossinostose sagital. O procedimento foi realizado no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres, no Reino Unido, e durou cerca de 45 minutos.
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O caso foi divulgado publicamente nesta terça-feira (8), quase um ano depois da cirurgia. O Hospital Infantil Great Ormond Street (GOSH) publicou detalhes do procedimento e da evolução de Rory. A tecnologia usada na cirurgia foi desenvolvida pelo hospital em parceria com pesquisadores da University College London (UCL) e da Durham University.
Rory Potter tinha cinco meses quando passou por uma cirurgia inédita. Em setembro de 2025, o bebê foi o primeiro do mundo a receber molas superelásticas de nitinol feitas sob medida para tratar uma forma grave de craniossinostose sagital. O procedimento foi realizado no Hospital Infantil Great Ormond Street, em Londres, no Reino Unido, e durou cerca de 45 minutos.
O caso foi divulgado publicamente nesta terça-feira (8), quase um ano depois da cirurgia. O Hospital Infantil Great Ormond Street (GOSH) publicou detalhes do procedimento e da evolução de Rory. A tecnologia usada na cirurgia foi desenvolvida pelo hospital em parceria com pesquisadores da University College London (UCL) e da Durham University.
As molas foram feitas sob medida para Rory
O tratamento da craniossinostose sagital já utiliza há cerca de duas décadas molas de aço inoxidável. Durante a cirurgia, uma pequena parte do osso do crânio é retirada e são feitos cortes nas laterais da sutura que se fechou. As molas são então colocadas na região para ampliar gradualmente o espaço, permitindo a formação de novo osso e dando mais espaço para o cérebro crescer.
No caso de Rory, porém, a equipe avaliou que a gravidade da condição exigia um controle maior sobre a força usada para remodelar o crânio. Por isso, os médicos utilizaram pela primeira vez molas feitas de nitinol, uma liga de níquel e titânio com propriedades superelásticas.
O material permite maior flexibilidade no modo como a mola exerce força sobre o crânio. Além disso, as peças podem ser produzidas especificamente para cada criança.
Para criar as de Rory, os pesquisadores usaram imagens de tomografia para montar um modelo digital detalhado do crânio. A partir dele, puderam prever como a cabeça responderia à cirurgia e definir o formato das molas e a força necessária em cada ponto. O processo de modelagem leva cerca de um dia.
"Essas novas molas de nitinol nos dão uma flexibilidade muito maior e, em alguns casos, podem evitar a necessidade de novas cirurgias", explicou o neurocirurgião Owase Jeelani, em comunicado divulgado pelo hospital.
As molas permaneceram no crânio de Rory por nove semanas. Em novembro de 2025, o menino voltou ao hospital para retirá-las. Segundo a equipe, o crânio havia alcançado o resultado desejado.
A tecnologia levou 12 anos para ser desenvolvida
As novas molas são resultado de cerca de 12 anos de pesquisa. Antes delas, a equipe do Hospital Infantil Great Ormond Street já havia desenvolvido, com pesquisadores da UCL, uma técnica que utiliza molas de aço inoxidável para tratar alguns casos de craniossinostose.
A técnica permite que o crânio seja remodelado gradualmente, enquanto as molas ampliam o espaço onde a sutura se fechou. Com ela, a cirurgia passou a durar cerca de 45 minutos, e a permanência no hospital foi reduzida para uma noite.
Com o tempo, porém, os médicos perceberam que alguns casos mais complexos exigiam molas com formatos e forças diferentes. Foi a partir dessa necessidade que os pesquisadores desenvolveram os dispositivos de nitinol personalizados.
No caso de Rory, a família passou apenas uma noite no hospital após a cirurgia. Depois, voltou para casa enquanto as molas remodelavam gradualmente o crânio.
Quase um ano depois, Rory está bem
Quase um ano depois da cirurgia, Rory está em casa, na região de Peak District, no norte da Inglaterra. Com 1 ano, o menino está bem e alcançando os marcos esperados para a idade, segundo a mãe.
"Rory é tão feliz, brincalhão e cheio de energia. Você não saberia pelo que ele passou. Ele é como qualquer menininho, está alcançando seus marcos e terá uma ótima história para contar quando for mais velho", contou Jo Potter, em declaração divulgada pelo hospital e reproduzida pela revista PEOPLE.
Para os pesquisadores, o caso de Rory representa um primeiro passo para avaliar se as molas personalizadas podem ser utilizadas em outras crianças com formas complexas de craniossinostose.
A tecnologia ainda é nova e, no Reino Unido, seu uso depende de uma autorização individual da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) para cada paciente. A equipe espera ampliar o acesso ao tratamento para outras crianças no futuro.
Por enquanto, Rory é o primeiro bebê a passar pelo procedimento. Quase um ano depois da cirurgia, a equipe descreve o resultado como positivo e agora apresenta o caso como parte dos próximos estudos sobre a tecnologia.
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