O Brasil registrou 232 feminicídios entre abril e maio, uma queda de 11,45% em relação ao mesmo período de 2022, refletindo esforços em políticas de segurança pública e proteção às mulheres.
A redução mais significativa ocorreu em abril, com 108 casos, enquanto em maio foram 124 feminicídios, mostrando uma leve alta em comparação ao ano anterior, mas ainda dentro de um contexto de diminuição geral.
O governo federal implementou o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e a Operação Mulher Segura, que já resultou em 630 prisões e diversas ações educativas, visando fortalecer a proteção às mulheres e a prevenção da violência.
O Brasil registrou 232 feminicídios nos últimos meses de abril e maio, segundo um levantamento divulgado pelo MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) nesta quinta-feira (18).
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O número representa uma queda de 11,45% rem relação mesmo período de 2025, quando foram registradas 262 mulheres assassinadas, uma redução de 30 mortes.
Segundo o MJSP, a queda mais acentuada ocorreu em abril, quando os registros passaram de 142 para 108 casos, uma diminuição de 23,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em maio, foram contabilizados 124 feminicídios, ante 120 ocorrências no ano anterior.
De acordo com o Ministério da Justiça, os dados são resultados da ampliação de ações integradas de prevenção e combate à violência contra a mulher. Para o órgão, os números coincidem com os primeiros meses de implementação do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que foi lançado pelo governo federal em fevereiro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a redução indica a importância da articulação entre os diferentes órgãos de proteção às mulheres.
"Cada feminicídio representa uma tragédia irreparável para famílias, comunidades e para toda a sociedade brasileira. Por isso, o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade permanente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução registrada nesse período demonstra que a integração entre União, estados, municípios e sistema de Justiça pode produzir resultados concretos quando colocamos a proteção das mulheres no centro das políticas públicas", disse Wellington César Lima e Silva, Ministro da Justiça e Segurança Pública.
Operação Mulher Segura
Uma das principais ações em andamento é a segunda edição da Operação Mulher Segura, coordenada pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Iniciada em 1º de junho, a operação segue até dezembro e reúne forças de segurança e órgãos de proteção em todo o país.
Segundo o ministério, nos primeiros 15 dias desta fase foram realizadas 630 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além de 218 ações educativas presenciais e 95 ações de conscientização nas redes sociais.
Além disso, mais de 12,4 mil pessoas participaram das atividades preventivas e mais de 2 mil mulheres receberam atendimento das redes de proteção, de acordo com o órgão.
A atual edição sucede a primeira fase da operação, realizada entre fevereiro e março, que resultou na prisão de mais de 6 mil agressores em todo o país.
O governo federal ainda lançou neste ano o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, uma iniciativa que reúne os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar ações de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização de agressores.
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