Brasileira de 3 anos apaixonada pelo Código de Processo Civil viraliza na web

Publicado em 05/10/2026, às 17h51
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Crescer

Nina, uma menina de 3 anos, desenvolveu um apego inusitado pelo Código de Processo Civil, que sua mãe, Camila, estava prestes a doar, levando a família a reconsiderar a doação do livro. O fato gerou curiosidade e risadas, especialmente quando Nina afirmou que precisava do livro em seus sonhos.

Camila, que é formada em direito e trabalhou na área, achou cômico o interesse da filha por um livro que ela mesma considerava tedioso. O vídeo que registra o carinho de Nina pelo livro viralizou, gerando comparações com figuras do universo jurídico.

A rotina da família é marcada por momentos de aprendizado e atividades conjuntas, com Camila organizando seu trabalho em casa para acompanhar o desenvolvimento da filha. O apego de Nina ao livro reflete sua personalidade única e espontânea, algo que a mãe valoriza e incentiva.

Resumo gerado por IA

Aos 3 anos, Nina já tem um livro que não sai de perto dela. O escolhido, porém, não é um conto infantil ou um livro cheio de ilustrações, mas um exemplar do Código de Processo Civil que a mãe, Camila Brito, de 34 anos, estava prestes a colocar para doação.

Moradora de Curitiba, no Paraná, Nina vive com a mãe, Camila, e o pai, Bruno Reynaldo. A menina também tem um irmão mais velho, Noah, de 15 anos.

O livro estava entre os exemplares que Camila havia separado para doar quando Nina o encontrou. Desde então, a menina passou a carregá-lo pela casa, abrir as páginas, fingir que estava lendo e até levá-lo para a hora de dormir.

"Já faz um tempo que ela implicou com o Código de Processo Civil, talvez mais de um ano. Eu estava separando alguns livros para doação e esse livrinho estava entre os livros a serem doados, mas, quando ela viu, parece que foi amor à primeira vista. Pegou e nunca mais largou", conta a mãe em entrevista à CRESCER.

Diante do apego da filha, Camila desistiu de doar o exemplar. Surpresa, a mãe quis saber por que a filha fazia tanta questão de ter o livro por perto e recebeu uma resposta que a fez rir. "Ela disse que é porque precisa dele no sonho. Vai saber o que ela anda sonhando", brinca.

A escolha também tem um significado curioso para Camila. Hoje, a mãe trabalha como criadora de conteúdo e professora de jiu-jitsu para crianças, porém é formada em direito e trabalhou por muitos anos na área de direito civil.

"Eu trabalhei por muito tempo nessa área, mas achava muito tedioso. É cômico demais ela se apegar justamente ao livro de uma matéria que odiei tanto trabalhar", diz a mãe. Hoje, apesar de não atuar mais como advogada, segue acompanhando a área e também os memes jurídicos que aparecem nas redes sociais.

O vídeo viralizou e rendeu novos apelidos para Nina

Camila costuma registrar momentos da rotina da família para guardar as lembranças e compartilhar com parentes. Algumas situações são tão engraçadas que acabam chegando também às redes sociais.

Foi o que aconteceu quando os pais perceberam o apego de Nina ao Código de Processo Civil. No vídeo, o pai da menina mostra o que estava debaixo do travesseiro, e ela recupera rapidamente o exemplar e começa a "ler". Depois, Nina abraça e dá beijos no livro, e o registro ainda mostra a menina dormindo novamente com ele.

O vídeo chamou rapidamente a atenção na internet. Nos comentários, algumas pessoas passaram a comparar Nina a nomes conhecidos do universo jurídico, como a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia e a advogada Maria Helena Diniz.

A referência a Maria Helena Diniz também fez Camila lembrar da própria época de faculdade. "Eu citei muito essa professora no meu trabalho de conclusão de curso há muitos anos", conta.

Entre o jiu-jitsu e a rotina em família

Como Nina ainda não frequenta a escola, Camila organiza o trabalho de acordo com a rotina da filha. A maior parte das atividades profissionais é feita de casa, assim como o trabalho de Bruno, o que permite que os dois acompanhem de perto o dia a dia da menina.

A família costuma fazer as refeições junta, e Camila também reserva momentos para atividades de aprendizado com Nina. A menina também é aluna da mãe nas aulas de jiu-jitsu e, antes de começar a atividade, as duas costumam ter um momento só delas.

Noah, o filho mais velho, decidiu fazer uma experiência em um internato neste ano. A ideia inicial era ficar apenas um ano, mas ele gostou tanto da experiência que já quer prolongá-la por mais um. A distância fez Nina sentir ainda mais a falta do irmão no dia a dia. "Eles vão crescendo e a gente vai deixando eles voarem", diz Camila.

Para a mãe, o apego de Nina ao livro é mais uma das situações que mostram a personalidade espontânea da filha. "A Nina é muito única, engraçada e autêntica. Eu amo isso nela. Essa é mais uma história das peculiaridades dela, e acho que isso reflete muito no quanto a incentivamos a ser ela mesma", afirma.

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