Brasil

Brasileiros são torturados ao tentar entrar ilegalmente nos EUA

Correio Braziliense | 14/06/24 - 22h35
Foto: Reprodução/Wikipédia

O governo brasileiro acompanha, por meio da Embaixada do Brasil no México, o caso dos mineiros de Governador Valadares e Teófilo Otoni, agredidos em Cancún por um grupo de taxistas. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o governo está prestando assistência consular às vítimas.

Ainda segundo o órgão, desde que o caso aconteceu, em 21 de maio, a embaixada brasileira vem acompanhando, junto à polícia do México, o desenrolar dos acontecimentos, assim como a investigação.

Entenda o caso

Um vídeo que circulou pelas  redes sociais na última quarta-feira (12/6), mostrava um grupo de pessoas, todos brasileiros, sendo espancados por mexicanos, com pedaços de madeira. São sete pessoas, seis homens e uma mulher, que foram sequestrados e torturados.

O fato ocorreu em Cancún, no México. O grupo de brasileiros aguardava para seguir em direção à fronteira do país para atravessar para os EUA, entrando ilegalmente no país. No entanto, os coiotes - pessoas contratadas para fazer a entrada ilegal nos EUA -, não foram pagos e por isso decidiram se vingar dos brasileiros.

Para isso, foram usados taxistas que, segundo fontes, foram instigados a participar de uma emboscada para os brasileiros. No vídeo, aparece um homem e uma mulher recebendo pancadas nas nádegas. O homem chora muito e clama por Jesus, para que a tortura parasse. No total são oito pessoas, sendo seis homens e uma mulher, além do motorista de aplicativo.

Os veículos interceptadores pertenciam a um dos sindicatos de táxi da cidade, o Andrés Quintana Roo. Além de serem espancados e torturados, os mineiros tiveram todos os seus pertences roubados. Depois de 12 horas, eles foram libertados e tiveram que caminhar por quatro quilômetros, quando foram socorridos por agentes da Secretaria de Segurança Cidadã e Trânsito Benito Juárez.

Três das vítimas, dois homens e uma mulher, foram hospitalizadas. As demais ficaram sob custódia da polícia mexicana, que está cuidando do caso.

O diário “El Heraldo” publicou, ainda, que o presidente da Associação de Hotéis de Cancún, Jesús Almaguer, soltou uma nota em que informa estra monitorando e pressionando as autoridades para punir os criminosos de forma exemplar.

O jornal diz também que o Sindicato Andrés Quintana Roo não se manifestou, embora tenha sido acusado.

O Ministério do exterior do Brasil emitiu nota fazendo um alerta. “Recorde-se, a propósito, que o Itamaraty publicou cartilha sobre os riscos da imigração irregular para os EUA e México."