A Braskem registrou em seu balanço um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, número 82% maior do que o resultado também negativo do mesmo trimestre de 2024.
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A informação é da jornalista Talita Nascimento, do “Estadão Conteúdo”, acrescentando que a receita líquida somou R$ 16,101 bilhões entre outubro e dezembro, com queda de 16% na mesma base de comparação.
O balanço da Braskem foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, com o registro preocupante para o mercado: de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Segundo os auditores, chama atenção o fato de que “companhia e suas controladas incorreram em prejuízo de R$ 9,880 bilhões na controladora e de R$ 10,961 bilhões no consolidado no quarto trimestre e que, conforme o balanço patrimonial, o passivo circulante excedeu o total do ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e em R$ 9,770 bilhões no consolidado, e o patrimônio líquido era negativo em R$ 16,147 milhões na controladora e em R$ 16,502 milhões no consolidado.”
De acordo com o “Valor Econômico”, o diretor financeiro da empresa, Felipe Jens, afirmou que “o foco da Braskem está na reorganização financeira e nas necessidades de liquidez da empresa. Em teleconferência com analistas sobre os resultados trimestrais, o executivo destacou que as negociações para a reorganização da estrutura de capital estão avançando.”
Revela ainda o “Valor” que o presidente da Braskem, Roberto Ramos, “disse ser natural o questionamento da auditoria que analisou o balanço da companhia sobre a reestruturação em debate”.
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