A análise do processo no Cade demorou por cobta de manifestações de entidades do setor plástico e de órgãos públicos, levando o órgão a se preocupar sobre estrutura de mercado e contratos da cadeia petroquímica, mas, ao final, entendeu que essas questões não teriam relação direta com a mudança de controle da companhia.
Segundo o portal "InvestNews", Também houve manifestação do Ministério Público Federal (MPF) pedindo que fossem considerados os impactos ambientais do caso Alagoas. O Cade afirmou, porém, que não identificou nexo de causalidade entre a operação societária e o cenário descrito, limitando sua análise aos efeitos concorrenciais da transação."
O acordo que levou à mudança no controle da Braskem foi estruturado a partir das dívidas da Novonor com cinco bancos credores – Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES – que tinham ações da petroquímica como garantia em empréstimos concedidos à antiga Odebrecht.
"Esses credores transferiram cerca de R$ 20 bilhões em créditos, garantidos por ações da Braskem, para o fundo Shine I, ligado à gestora IG4, do empresário Paulo Mattos. Com isso, a gestora passa a assumir as ações que estavam dadas em alienação fiduciária, herdando a participação que antes pertencia à Novonor", explica o "InvestNews".
Ao final da operação, a IG4 (Fundo de Investimento em Participações) fica com cerca de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total da Braskem, tornando-se a principal acionista da companhia. A Petrobras já detém 47% das ações com direito a voto e dividirá o controle da petroquímica com a gestora.