Caetano Veloso obteve uma vitória judicial contra a TV Alterosa e os apresentadores Ricardo Carlini e Éder Roberto Gomes, que o ofenderam em um programa de 2017, resultando em uma condenação de R$ 140 mil a ser paga ao cantor.
Durante a transmissão, Veloso foi chamado de 'pedófilo' e 'estuprador', e sua esposa, Paula Lavigne, também foi alvo de ofensas, o que gerou uma repercussão negativa sobre a conduta dos apresentadores.
A decisão judicial responsabilizou a emissora e os apresentadores pelas ofensas, e o valor da indenização será corrigido monetariamente e acrescido de juros, refletindo a gravidade das declarações feitas.
Caetano Veloso venceu uma ação judicial contra a TV Alterosa, de Minas Gerais, e os apresentadores Ricardo Carlini e Éder Roberto Gomes após ter sido alvo de uma série de ofensas durante um programa exibido pela emissora. As informações são do jornal O Globo.
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Segundo a publicação, os responsáveis foram condenados ao pagamento de R$ 140 mil ao cantor, valor que deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros de 1% ao mês.
O processo teve origem em declarações feitas em 2017, durante o programa TV Verdade, apresentado pela dupla na emissora mineira.
Na ocasião, Caetano foi chamado pelos apresentadores de "pedófilo", "estuprador" e "vagabundo". Durante a atração, os comunicadores também afirmaram que o cantor deveria estar na prisão.
Os ataques ainda envolveram críticas à relação do artista com mecanismos de financiamento cultural. Segundo o relato, Caetano foi acusado pelos apresentadores de viver às custas da Lei Rouanet e de estar "vampirando o povo".
As ofensas exibidas no programa não ficaram restritas ao cantor. Paula Lavigne, empresária e mulher de Caetano Veloso, também foi alvo de ataques durante a transmissão. Entre os termos usados contra ela estavam "maconheira dos quintos dos infernos", "lixo" e "peste".
A decisão judicial responsabilizou tanto a emissora quanto os dois apresentadores pelas declarações feitas no programa.
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