Maceió

Caixa se compromete a reavaliar restrição de CEPs junto a seguradoras

Secom Maceió | 26/03/21 - 18h21 - Atualizado em 26/03/21 - 18h26

A Superintendência Nacional de Habitação e a Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal (CEF) se comprometeram a reavaliar o número de CEPs com restrição para financiamento em Maceió por conta o afundamento do solo nos bairros de Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol. A informação foi dada ao Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros) em uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira (26).

A notícia foi transmitida pelo superintendente da CEF em Alagoas, Sander Farias, e pela superintendente Nacional de Habitação, Elaine Coelho, que veio a Maceió para a entrega de um empreendimento e para participar da reunião com o coordenador do GGI dos Bairros, Ronnie Mota.

Ambos demonstraram bastante preocupação com a abrangência de CEPs da lista divulgada. “Nós começamos a ter problemas com essas seguradoras. É por isso que queremos sentar com elas, e isso tem que ser feito através da Caixa Seguridade, que é quem faz esse contato. A gente precisa sentar com elas para entender, porque acreditamos que é preciso ter uma visão única do segmento. Para gente isso é novo também; esse assunto veio à tona esta semana e estamos buscando uma reunião para conduzir essa situação”, explicou Elaine Coelho.

“Você olhando os mapa da área delimitada pela Defesa Civil e da área abrangida pelas seguradoras, dá para ver que esta última se trata de uma área muito maior. O nosso entendimento é que tem um descasamento entre o que é risco efetivo e a área especificada pelas seguradoras. Então nós vamos atuar nessas negociações para minimizar os impactos. A margem de segurança não pode abranger uma área absurda”, pontuou Sander Farias.

A superintendente Nacional de Habitação da CEF destacou que, apesar da decisão das quatro seguradoras que atendem o banco estatal, não há negativa do setor de engenharia da Caixa para justificar a restrição a financiamentos que justifiquem a medida. “O que está sendo discutido é que não podemos assinar o financiamento sem a apólice de seguro, porque há uma regulamentação do Banco Central que exige seguro. Por isso precisamos sentar com elas e entender isso”, afirmou Elaine Coelho.

Os superintendentes se comprometeram a estabelecer um canal de comunicação diário com o Município para atualizar sobre as tratativas com as seguradoras e para manter o diálogo aberto sobre a questão.

Para o coordenador do GGI dos Bairros, Ronnie Mota, apesar do prejuízo imediato já causado à economia do município devido a decisão, a reunião foi positiva, uma vez que a CEF demonstrou interesse de minimizar os danos causados.

“Nós queremos entender quais foram os critérios usados para uma tomada de decisão dessa monta, uma vez que nos temos um mapa de criticidade vigente, elaborado pelas defesas civis Municipal e Nacional em parceria com o Serviço Geológico Nacional, que delimita a área a um espaço muito menor”, concluiu Mota.