A campanha de reeleição do presidente Lula registrou o canal 'Exército do Lula' no TSE, que já conta com mais de 4 milhões de seguidores, após uma série de decisões judiciais sobre sua operação.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, considerou que o registro do canal eliminou a necessidade de sua censura, embora tenha havido preocupações sobre a circulação de fake news associadas ao grupo.
Após a entrega das informações exigidas, o canal foi liberado, mas a campanha de Flávio Bolsonaro apontou que 499 mensagens foram apagadas, incluindo conteúdos previamente classificados como fake news pelo tribunal.
A campanha do presidente Lula (PT) à reeleição registrou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta terça-feira (13) o canal "Exército do Lula", criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e que já soma mais de 4 milhões de seguidores.
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O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia definido que o canal só poderia voltar a funcionar sob determinadas condições, como a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral, em mais um capítulo da guerra de decisões sobre o tema.
Após o registro, ele disse a interlocutores que, com isso, o canal fica liberado. O presidente do TSE entendeu, depois do registro, pela perda do objeto do caso. Ou seja, a determinação de derrubada do canal não fazia mais sentido diante da entrega das informações.
Kassio havia mandado censurar o canal de WhatsApp sem ter indícios ou documentos de que as fake news apontadas na ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) circulavam no grupo.
Ao decidir sobre a obrigatoriedade do registro, Kassio levou em conta relatório da área técnica do tribunal afirmar que mensagens veiculadas no canal entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir do dia 7 de outubro, o que gerou uma lacuna para a análise de riscos.
Em um dossiê enviado à corte eleitoral, a campanha de Flávio contabilizou 499 mensagens apagadas, entre elas três que já haviam sido classificadas anteriormente pelo TSE como fake news, com ordem de remoção.