Saúde

Carnaval em Alagoas depende da vacinação e do cenário para enfrentamento da Covid, diz Ayres

Secretário de saúde citou que o aumento da doença na Europa torna incerta a permissão para as festas

Eberth Lins | 25/11/21 - 10h57 - Atualizado em 25/11/21 - 11h39
Secretário de saúde de Alagoas, Alexandre Ayres | Arquivo/Assessoria

O aumento de casos de Covid-19 na Europa e a possibilidade de mais uma onda da doença tem feito gestores repensar a realização do Carnaval, maior festa popular do Brasil, em 2022. Em Alagoas, a permissão vai depender do futuro cenário para enfrentamento da doença, segundo o secretário de estado da Saúde, Alexandre Ayres, que aponta a adesão ao plano de vacinação como fundamental para uma retomada mais rápida à normalidade.

"A gente tem observado o aumento de casos na Europa. O mais importante não é nem discutir o que vai acontecer no final de Fevereiro, que é o Carnaval. O mais importante agora é o cidadão alagoano se conscientizar para se vacinar. Tem muita gente com segunda dose atrasada e muita gente que ainda não tomou a dose de reforço. Se a gente se proteger, a gente consegue voltar ao nosso convívio normal. Não dá é para a gente relaxar nesse momento, parar de usar a máscara, não se vacinar e achar que num passe de mágica a Covid vai desaparecer", declarou o gestor da saúde nesta quinta-feira (25).

Por enquanto, Alexandre Ayres acompanha o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) que após reunião nessa quarta-feira (24) informou ser unânime na recusa para a realização da festa. "Nós tivemos uma reunião longa ontem e o nosso presidente, secretário de Saúde do Maranhão, tirou uma definição unânime dos secretários sobre a preocupação de nós, que lideramos a saúde pública, com a realização das próximas festividades, haja vista o que está acontecendo na Europa", disse acrescentando que o cenário europeu preocupa, mas que ainda não é motivo para pânico.

Mesmo sem decreto, alguns municípios alagoanos informaram que estudam a não realização do Carnaval, a exemplo dos polos Barra de São Miguel, no Litoral Sul, e Matriz de Camaragibe, no Litoral Norte. As cidades, no entanto, aguardam decisão do Governo do Estado por meio de decreto.

Governador diz que não vai trabalhar no contrafluxo - Em entrevista coletiva, o governador Renan Filho (MDB) confirmou que a realização do Carnaval em Alagoas ainda é incerta e disse que está aguardando uma decisão do Governo Federal. "Não sou daqueles que vai trabalhar no contrafluxo. Alguns estados muito importantes estão sinalizando que não terão Carnaval, como a Bahia e Pernambuco. E eu sinto que o alagoano não quer ficar no contrafluxo de uma decisão dessa natureza, até porque o nosso Carnaval não é na proporção desses outros. Se os maiores estão discutindo não ter Carnaval por precaução, acho que não devemos ficar no contrafluxo, mas vamos aguardar as próximas semanas e continuar vacinando as pessoas para tomar a decisão adequada", pontuou.

O governador também pediu prudência aos que planejam investimentos visando as festas momescas. "Aqueles que estão planejando investimento, pensem bem porque pode ser que o País não tenha Carnaval e alguns estados já estão nessa direção", alertou.