por Theo Chaves
Publicado em 03/11/2026, às 14h38
A Justiça de Alagoas decidiu levar a júri popular Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos, acusados de assassinato do coordenador das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, em um crime que chocou a sociedade local.
Ruan é considerado o mandante do homicídio, enquanto Symeone atuou como intermediário, ambos enfrentando acusações de homicídio doloso qualificado, com a decisão do juiz destacando a gravidade do crime e a necessidade de manter a prisão preventiva dos réus.
A investigação foi impulsionada pela prisão de Symeone, que revelou detalhes do planejamento do crime, e Ruan se apresentou à polícia três dias após o assassinato, evidenciando a complexidade e a premeditação envolvidas na execução do ato violento.
A Justiça de Alagoas vai levar a júri popular Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos, acusados da morte de Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos. "Joba", como era conhecido a vítima, trabalhava como coordenador das categorias de base do CRB, e foi morto a tiros em Maceió, em janeiro deste ano.
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Ruan, apontado como mandante do crime, e Symeone, suspeito de atuar como intermediário na execução, foram pronunciados por homicídio doloso qualificado, cometido mediante pagamento e por motivo torpe. A decisão, proferida pelo juiz Yulli Roter Maia, foi publicada na última quinta-feira (29).
Ainda na decisão, o magistrado também manteve a prisão preventiva dos dois réus.
"A manutenção da custódia cautelar revela-se estritamente indispensável para a garantia da ordem pública, diante da extrema gravidade concreta da empreitada criminosa, perpetrada de forma mercenária, mediante ajuste prévio, monitoramento meticuloso da vítima e planejamento complexo, circunstâncias que denotam periculosidade social incompatível com a liberdade provisória", citou o juíz.
A MORTE DE "JOBA"
O assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, de 33 anos, coordenador das categorias de base do CRB, causou grande comoção em Alagoas e no meio esportivo. Ele foi executado com um tiro na cabeça em janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, parte alta da capital alagoana.
Joba seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, onde cumpriria mais um dia de trabalho, quando foi surpreendido com um tiro na cabeça.
A prisão de um dos suspeitos do crime foi essencial para que a polícia chegasse à motivação e ao nome do suposto mandante. Symeone Batista do Santos, que apareceu em câmeras de segurança ajudando na fuga do atirador, trouxe detalhes de como a morte foi arquitetada.
Em depoimento, Symeone, que teve um papel de "intermediador no crime", disse que o assassinato foi planejado por Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, que seria o suposto mandante, em dezembro de 2025.
Já Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque se apresentou à polícia três dias após o crime.
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