O Ministério Público de Alagoas denunciou o tio-avô de Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, pelo assassinato da criança, encontrada morta em um terreno baldio, com alegações de abuso sexual antes do crime.
A denúncia se baseia em provas como imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e laudos periciais que indicam que a criança foi asfixiada para ocultar o abuso.
O MP solicitou à Justiça a coleta de material biológico do acusado para confronto genético com os vestígios encontrados, além de pedir que ele seja levado a júri popular após a instrução do processo.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou o tio-avô de Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, pelo assassinato da criança, encontrada morta em um terreno baldio no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Segundo a acusação, o homem também teria abusado sexualmente do menino antes do crime.
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A denúncia foi apresentada à Justiça nesta quarta-feira (22), pouco mais de duas semanas após o assassinato que comoveu Alagoas. Para o MP, o acusado deve responder por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O órgão também pediu que ele seja levado a júri popular ao fim da instrução do processo.
Segundo a denúncia, Peter foi levado pelo tio-avô até um terreno baldio, onde teria sofrido violência sexual antes de ser morto por asfixia. A acusação sustenta que o homicídio foi cometido para ocultar o abuso.
Denúncia se baseia em imagens e laudos periciais
Segundo o MPAL, a denúncia foi construída com base nos elementos reunidos durante a investigação da Polícia Civil, entre eles imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e exames realizados pela Polícia Científica.
As imagens mostram o menino caminhando ao lado do denunciado em direção ao terreno baldio. Minutos depois, o homem aparece deixando o local sozinho.
O laudo do Instituto Médico Legal apontou que Peter morreu por asfixia mecânica provocada por sufocamento. Já os exames periciais identificaram vestígios considerados compatíveis com violência sexual. Diante disso, o MP também pediu que seja feito, caso ainda não tenha ocorrido, o confronto do material biológico do acusado com os vestígios recolhidos durante a perícia.
Diante disso, o Ministério Público solicitou à Justiça a coleta de material biológico do acusado, caso o procedimento ainda não tenha sido realizado, para confronto genético com os vestígios recolhidos durante os exames periciais.
Relembre o caso
Peter desapareceu na noite de 6 de julho, depois de ser deixado pelo pai na casa da mãe, no bairro Cidade Universitária. Como ela ainda estava no trabalho, a criança permaneceu no imóvel na companhia de familiares, entre eles o tio-avô.
Ao chegar em casa e não encontrar o filho, a mãe acionou a polícia. Horas depois, o menino foi encontrado morto em um terreno baldio a cerca de 800 metros da residência.
Durante as investigações, câmeras de segurança registraram Peter caminhando ao lado do tio-avô pouco antes do crime. O celular do suspeito também foi localizado próximo ao corpo da criança. Ele foi preso no dia seguinte, em Rio Largo, e permanece à disposição da Justiça.
*Estagiária sob supervisão.
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