Caso suspeito de ebola em paciente internado em São Paulo é descartado

Publicado em 01/06/2026, às 09h06
Arquivo/Avener Prado/Folhapress
Arquivo/Avener Prado/Folhapress

Por g1

Um exame descartou a presença do vírus Ebola em um homem de 37 anos internado no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, que já estava diagnosticado com meningite meningocócica. A investigação sobre Ebola foi motivada pelo histórico recente do paciente na República Democrática do Congo e pelos sintomas apresentados.

O paciente, que chegou em estado grave e necessitou de intubação, foi tratado com antibióticos e está em isolamento, enquanto pessoas que tiveram contato com ele estão sendo monitoradas. A suspeita de Ebola surgiu devido à combinação de febre alta e a viagem recente a uma área de risco.

Representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde se reuniram para discutir a possibilidade de um exame de contraprova, mas ainda não há decisão divulgada. A avaliação técnica indica que o risco de introdução do Ebola no Brasil é muito baixo, considerando a ausência de transmissão autóctone na América do Sul.

Resumo gerado por IA

Um exame descartou ebola no homem de 37 anos internado no Emílio Ribas, na cidade de São Paulo. Segundo o Instituto Adolfo Lutz informou na manhã desta segunda-feira (1º), não foi detectado material genético do vírus na amostra coletada do paciente.

Já havia sido confirmado que ele está com meningite meningocócica, mas o caso era investigado também como suspeito de ebola porque o paciente é um imigrante da República Democrática do Congo, esteve recentemente por lá e apresentou sintomas compatíveis com a doença.

Representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde e do Emilio Ribas se reuniram na manhã desta segunda para decidir se irão fazer um exame de contraprova, como ocorreu com o paciente do Rio de Janeiro. Ainda não foi divulgado o que ficou decidido.

O paciente está internado em isolamento na unidade de referência, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para esse tipo de ocorrência.

De acordo com o Ministério da Saúde, a suspeita foi levantada a partir da combinação entre o histórico recente de viagem internacional e o quadro clínico apresentado pelo paciente. Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, ele foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária.

Ao chegar ao instituto, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação.

Segundo o infectologista Raulcion Teixeira, do Emílio Ribas, que acompanha o caso, o paciente está sendo tratado com antibióticos e hidratação. Pessoas que tiveram contato com ele no aviso e na UPA estão sendo monitoradas.

A avaliação técnica da Secretaria Estadual da Saúde aponta que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.

Segundo a pasta, o paciente foi enquadrado no protocolo preventivo por apresentar febre e por ter circulado recentemente em país com áreas de transmissão da doença.

O professor e infectologista Álvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da USP reforça que não há motivo para pânico.

"O Brasil e São Paulo têm uma rede extremamente bem capacitada, tanto para fazer internação, avaliação e também rede de biologia molecular, que é o teste que a gente vai fazer para ter o diagnóstico diferencial e poder tranquilizar a população."

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