Brasil

Cesta de despesas básicas das famílias brasileiras aumenta 33% em 12 meses

Assessoria | 31/08/21 - 10h47 - Atualizado em 31/08/21 - 11h01
Cesta de despesas | Foto: Reprodução

A média de preços das despesas básicas das famílias, com os principais alimentos, combustíveis e residência, aumentou 33% no País, nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizado com base no Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, a cesta de despesas básicas das famílias influenciou 18% no orçamento dos lares. Para o consumidor, isso significa que a cada R$ 20 gastos com despesas básicas no mesmo período do ano passado, agora, terá de desembolsar quase R$ 27.
 
Compõem a cesta itens como o arroz, feijão-carioca, carnes, frango (inteiro), leite (longa vida), óleo de soja, gás de botijão, energia elétrica residencial, gasolina, etanol, óleo diesel e gás veicular. A inflação não concentrada e o fato de estes serem produtos essenciais para a alimentação tornam ainda mais difícil para os consumidores economizarem. De acordo com o estudo, entre março de 2020 e julho de 2021, o avanço médio dos preços no Brasil, para esta cesta específica, foi de 30,3%.
 



A escalada dos preços está dispersa em vários grupos de consumo importantes no dia a dia dos brasileiros, como alimentação, transporte e habitação, além de ser generalizada. A variação acumulada em 12 meses vai de 27,3%, em Belém, até 39,4%, em Brasília. No entanto, algumas regiões se destacam nesta comparação.
 
Em São Luís, capital do Maranhão, por exemplo, o valor dispensado pelas famílias na aquisição dos itens chega a 25%, isto é, compromete um quarto do orçamento. O dado de São Luís é o mais alto no País para o mês – 31,3% nos últimos 12 meses. A região possui uma renda média familiar baixa, o que dificulta ainda mais a tentativa de se proteger da inflação.