'Ciclone monstro' chega a 296 km/h e forma olho gigante no Oceano Pacífico

Publicado em 22/10/2026, às 13h14
Reprodução/CIRA
Reprodução/CIRA

Por Terra

O supertufão Champi, classificado como um ciclone monstro, formou um olho gigante e atingiu ventos de até 296 km/h, tornando-se o ciclone tropical mais forte de 2026, segundo a NASA. A tempestade, que alcançou a categoria 5, avança pelo Pacífico em direção a Taiwan e ao sul do Japão.

O olho do ciclone passou por Guam com 8 a 10 quilômetros de largura, aumentando posteriormente para cerca de 56 quilômetros. Meteorologistas explicam que essa mudança no tamanho do olho é resultado de uma reorganização interna comum em tempestades intensas.

Embora o Champi tenha começado a perder força, ainda apresenta ventos intensos. Especialistas alertam que o tufão pode ter se aproximado do limite de força possível para um ciclone com um centro tão grande.

Resumo gerado por IA

O supertufão Champi, apelidado de "ciclone monstro" devido à intensidade, formou um olho gigante no Oceano Pacífico nesta quarta-feira, 21, e atingiu ventos de até 296 km/h. Esses ventos mantém a velocidade e não passam como rajadas rápidas. O olho é considerado uma região de calmaria dentro da tempestade.

De acordo com informações do Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC, na sigla em inglês), o ciclone monstro alcançou uma intensidade que equivale a um furacão de categoria 5, a mais alta da escala, na última terça-feira, 20. A pressão atmosférica do centro dele foi estimada em 895 hPa, valor compatível com tempestades extremas.

Já na quarta-feira, 21, o Champi começou a perder força, mas ainda com ventos bastante intensos. A tempestade avança pelo Pacífico em direção a Taiwan e ao sul do Japão.

O olho do ciclone monstro passou por Guam, um território insular dos Estados Unidos na Micronésia, com 8 a 10 quilômetros de largura, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos na ilha. Alguns dias depois, o olho aumentou para cerca de 56 quilômetros.

O pico de velocidade do Champi, de 296 km/h, fez com que ele se tornasse o ciclone tropical mais forte de 2026. A informação é da agência espacial norte-americana, a Nasa, que cita um levantamento do The Weather Network.

Meteorologistas explicam que a mudança no tamanho do olho do supertufão se dá porque ele passa por uma reorganização interna, comum em tempestades muito fortes. Uma segunda faixa de nuvens se forma mais afastada do centro e começa a envolver a parede original de nuvens.

Pouco a pouco, a nova faixa ganha força, e a anterior enfraquece. Quando ela chega no lugar da primeira, o tufão fica com um olho maior, e os ventos diminuem de velocidade por algum tempo até voltarem a aumentar.

O comportamento das nuvens chama a atenção porque tempestades com ventos tão fortes costumam ser mais intensas em uma região menor, perto do centro. O Champi pode ter se aproximado do limite de força possível para um tufão com um centro tão grande, segundo perfis especializados.

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