Duas mulheres foram identificadas como suspeitas de furtar R$ 13 mil do apartamento de uma idosa cadeirante em Maceió, com a participação da cuidadora da vítima no crime. O caso ganhou destaque após a conclusão das investigações que revelaram o envolvimento direto da cuidadora e de uma amiga dela.
As investigações começaram após a análise de imagens de câmeras de segurança que mostraram a movimentação no condomínio no dia do furto, ocorrido em 8 de julho. A cuidadora confessou sua participação, alegando que cometeu o crime para quitar uma dívida com um agiota.
A Polícia Civil encaminhará o inquérito ao Ministério Público com um pedido de prisão preventiva das duas mulheres, que poderão responder por furto qualificado. A Justiça agora decidirá sobre a solicitação, enquanto a investigação pode se expandir para apurar a identidade do agiota mencionado pela cuidadora.
A Polícia Civil de Alagoas identificou as duas mulheres suspeitas de furtar R$ 13 mil do apartamento de uma idosa cadeirante, no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. O caso foi acompanhado pela equipe do programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, e ganhou novos desdobramentos após a conclusão das investigações, que apontaram o envolvimento da cuidadora da vítima e de uma amiga dela no crime.
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Segundo o delegado Roberto Davino, responsável pelo caso, a cuidadora confessou participação no furto durante o depoimento prestado à polícia. Já a segunda suspeita optou por permanecer em silêncio. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público com o pedido de prisão preventiva das duas mulheres, cabendo agora à Justiça decidir sobre a solicitação.
As investigações começaram após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram a movimentação no condomínio no dia do crime, ocorrido em 8 de julho. Os vídeos mostram o momento em que a idosa deixa o prédio para cumprir compromissos do dia a dia. Pouco depois, a segunda suspeita entra no condomínio e segue até o apartamento, onde o dinheiro foi levado. Confira o vídeo abaixo:
Entrada escondida no carro
De acordo com a Polícia Civil, a amiga da cuidadora conseguiu acessar o condomínio escondida dentro do carro utilizado para transportar a idosa. Como o prédio possui sistema de reconhecimento facial, apenas a cuidadora foi identificada na entrada do veículo.
Enquanto a vítima estava fora de casa, a suspeita teria entrado no apartamento e retirado os R$ 13 mil. Segundo o delegado, a investigação também apontou que a cuidadora orientou a comparsa sobre o local onde o dinheiro estava guardado.
"Ela disse onde estava o dinheiro. Só quem sabia era ela", afirmou o delegado durante entrevista ao Fique Alerta.
Versões contraditórias
No início da investigação, a cuidadora tentou atribuir o crime ao sobrinho da idosa. O homem foi ouvido pela polícia, negou qualquer participação e apresentou sua versão dos fatos.
A partir da análise das imagens de segurança e dos depoimentos, os investigadores confrontaram a cuidadora com as evidências. Durante esse procedimento, ela admitiu o envolvimento no furto e confirmou a participação da amiga, segundo a polícia.
Ainda conforme o delegado, a cuidadora afirmou que cometeu o crime para quitar uma dívida com um agiota. A identidade dessa pessoa, no entanto, não foi informada e poderá ser alvo de uma investigação separada, caso surjam novos elementos.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil informou que representará pela prisão das duas investigadas. O procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso antes da decisão da Justiça.
As duas poderão responder pelo crime de furto qualificado.
Relembre o caso
O furto aconteceu no último dia 8 de julho, em um condomínio residencial no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. Na ocasião, a idosa, que é cadeirante, saiu de casa acompanhada da cuidadora para um compromisso fora do apartamento. Enquanto isso, uma mulher entrou no condomínio e teve acesso ao imóvel.
Ao retornar, a moradora encontrou o quarto revirado e percebeu que R$ 13 mil em espécie, guardados em uma gaveta, haviam sido levados.
As imagens das câmeras de segurança registraram a movimentação da suspeita desde a entrada no condomínio até o acesso ao prédio, sem levantar suspeitas. Na época, a identidade da mulher era desconhecida, e a Polícia Civil divulgou as gravações para pedir ajuda da população na identificação da autora do crime.

Inicialmente, a investigação ouviu a idosa, a cuidadora e pessoas próximas à vítima, mas nenhuma delas reconheceu a mulher que aparecia nas imagens. Com a divulgação do caso, denúncias anônimas levaram os investigadores até a suspeita, o que permitiu o avanço das apurações e, posteriormente, a confissão da cuidadora sobre a participação no furto.
Estagiária sob supervisão.
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