O quinto dia útil é crucial para o planejamento financeiro dos trabalhadores brasileiros, e em maio de 2026, devido ao feriado do Dia do Trabalhador, o prazo para o pagamento de salários será até 7 de maio.
O sábado é considerado dia útil para a contagem do prazo de pagamento, embora os bancos não funcionem nesse dia, o que pode impactar a disponibilidade do pagamento para os trabalhadores.
Atrasos no pagamento de salários acarretam sanções para os empregadores, incluindo correção monetária e multas, além de potenciais indenizações por danos morais, podendo levar à rescisão indireta do contrato pelo trabalhador em casos recorrentes.
O planejamento financeiro do trabalhador brasileiro gira em torno de uma data crucial: o quinto dia útil.
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Para quem aguarda o pagamento referente ao mês de abril, o calendário de maio de 2026 traz uma particularidade logo no início, devido ao feriado nacional do Dia do Trabalhador.
Quando cai o 5º dia útil em maio de 2026?
Devido ao feriado de 1º de maio (sexta-feira), a contagem oficial dos dias úteis sofre um deslocamento.
De acordo com as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o prazo máximo para o depósito do salário de abril de 2026 é a quinta-feira, 7 de maio.
Confira o passo a passo da contagem:
O sábado conta como dia útil?
Esta é a dúvida mais comum entre empregados e empregadores. Juridicamente, a resposta é sim.
De acordo com a Instrução Normativa nº 01/1989 do Ministério do Trabalho e o artigo 459 da CLT, o sábado é considerado dia útil para a contagem do prazo de pagamento, mesmo que a empresa não tenha expediente nesse dia.
No entanto, há uma diferença importante entre o dia útil trabalhista e o dia útil bancário. Enquanto o sábado conta para o prazo da empresa, os bancos não abrem para atendimento ao público.
Se o pagamento for feito via depósito bancário ou Pix, o dinheiro deve estar disponível para o trabalhador até a data limite. Caso a empresa pague em cheque, deve fazê-lo em horário que permita o desconto imediato.
O que acontece se a empresa atrasar?
O cumprimento do prazo para o pagamento de salários é uma das obrigações centrais da relação de emprego. Quando o depósito ocorre após o quinto dia útil, a situação é legalmente caracterizada como atraso, o que desencadeia uma série de sanções e custos adicionais ao empregador.
A primeira consequência direta é a necessidade de correção monetária, aplicada sobre o valor devido já a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento.
Além da atualização dos valores, o bolso do empregador pode ser impactado por multas pesadas. Conforme o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), atrasos de até 20 dias podem gerar uma multa de 10% sobre o saldo salarial; caso esse prazo seja ultrapassado, soma-se um adicional de 5% por cada dia de demora.
Para além das perdas financeiras imediatas, o descumprimento frequente desse prazo atinge a esfera jurídica e emocional do colaborador.
Atrasos reiterados são frequentemente convertidos em indenizações por danos morais, uma vez que a impontualidade compromete a subsistência do trabalhador e sua dignidade ao honrar compromissos financeiros.
Em cenários mais graves e recorrentes, o funcionário tem respaldo para buscar a rescisão indireta do contrato. Essa medida, conhecida como a "justa causa aplicada ao empregador", permite que o profissional encerre o vínculo garantindo o recebimento de todos os seus direitos e verbas rescisórias, exatamente como em uma demissão sem justa causa.
Regras especiais e convenções
É importante que o trabalhador consulte a convenção coletiva de sua categoria. Muitos sindicatos estabelecem prazos mais benéficos, como o pagamento até o dia 30 do mês trabalhado ou a exclusão do sábado da contagem.
Além disso, feriados municipais ou estaduais na cidade onde a empresa está sediada podem alterar o cálculo local, empurrando o prazo em mais um dia.
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